sexta-feira, 24 de dezembro de 2004

Ironia

Uma das maiores ironias acerca do Natal reside no facto de que Jesus nasceu numa estrebaria por não haver lugar para os seus pais nas estalagens de Belém de Judeia. Simplesmente, as pessoas não se importaram se Jesus nascia numa cama decente, numa caverna ou no meio da rua. O negócio estava em primeiro lugar. Curiosamente as coisas continuam iguais tanto tempo depois. Continua a não haver lugar para Ele e o negócio é mais forte do que nunca.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

No Caminho

Nestes dois últimos dias tenho estado num retiro com os jovens da minha comunidade cristã. Temos falado de Cristo enquanto caminhamos por estradas secundárias aqui da zona. Descobrir Cristo no Caminho tem sido uma experiência interessante e refrescante. É a analogia perfeita com a relação original entre Jesus e os doze discípulos. É o recordar do meu próprio percurso enquanto cristão. É um tempo de silêncio e contemplação longe do stress e das pressões do dia a dia. É a lembrança de quero chegar a um destino, a uma meta.

sábado, 18 de dezembro de 2004

Perspectivas

Sempre me "irritou" a concepção patética que o catolicismo tem do Natal. Jesus é apresentado como o menino indefeso deitado nas palhas, confortado e cuidado por Maria. Aliás, o Natal não passa de uma grande desculpa para a sua exaltação. E, enquanto Jesus fôr o menino indefeso, nunca vai poder incomodar, fazer exigências ou fazer-se ouvir. É figura de corpo presente. A Igreja Romana tem demonstrado ao longo da história que se interessa mais pelos personagens secundários do que pelo actor principal. Tudo e todos são dignos de altares e capelas, santuários, procissões, rezas e festas, menos o Rei.
Por outro lado, Jesus, enquanto adulto, é sempre retratado em forma de crucificado, derrotado, ou então, já morto nos braços de Maria. A falácia, o logro e a manipulação mental que o catolicismo romano impõe às mentes mas humildes e desatentas é de registar.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

Ecos do Fim de Semana

Já que se fala, mais uma vez, do Natal, fica esta ideia em jeito de finalidade ou propósito numa época cada vez menos Cristo-cêntrica:

"Mas quando chegou o tempo determinado, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, e sujeito à lei judaica, para comprar a liberdade para nós que estávamos sob as imposições dessa lei, a fim de poder adoptar-nos como filhos. E visto que agora somos seus filhos, Deus mandou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, pelo qual temos o direito de nos dirigirmos a Deus e de lhe falar como a um Pai a quem amamos. É assim que já não somos como meros criados, mas somos filhos. E toda a herança de Deus nos pertence."

Gálatas 4:4-7 versão "O Livro".

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Distraído...


No discurso efectuado por ocasião da comemoração do seu 80º aniversário, Mário Soares afirma: "Quase nunca me arrependo, mesmo que cometa erros...acordo e sigo feliz"
Na cultura grega, é usada a palavra metánoia para o termo arrependimento. O seu significado é: Mudança de mente, renovação, inversão do caminho até aí percorrido.
E é partindo desta interpretação que não posso deixar de achar curioso que, chegando a viver oitenta anos, um homem consiga fugir ao exame de consciência. Quer dizer que durante todo este tempo, incluíndo os anos em que governou e liderou os destinos da nação, nunca tirou tempo para meditar, reflectir e mudar aquilo que supostamente, estaria errado consigo e com a sua forma de agir.
Soares diz-se "preocupado com a Nação". Eu digo que, provavelmente, o Portugal de hoje que ele tanto repugna é resultado, em parte, dos dias em que acordou e seguiu feliz...
A substituição


Por ocasião da Gala da Bíblia Manuscrita, no ínico de Novembro, foi lida a passagem da primeira Carta aos Coríntios, capítulo 13 , por Eunice Muñoz .
Hoje de manhã, leio novamente este texto e recordo esse momento. Apesar de esta leitura, na altura, ter sido sobremodo eloquente e emocionante, pelo menos para os cristãos, não posso deixar de pensar até que ponto é que ela é totalmente absorvida.
Nos dias que correm, cheios de relativismo e interpretações dúbias, esta passagem é sujeita a todo o tipo de tratamentos, muitos dos quais superficiais e universalistas.
Não é meu objectivo impôr a minha teologia sobre o texto, nem forçar a interpretação dos que pensam de forma diferente da minha. Proponho apenas um pequeno exercício para reflexão. Substituir a palavra "amor" por "Deus". Isto porque acredito que o amor de que se fala não é um amor qualquer mas, sim, o próprio Deus e o reflexo do seu carácter. Aqui fica a "substituição":

" Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver Deus, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver Deus, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver Deus, nada disso me aproveitará.
Deus é paciente, é benigno; Deus não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regojiza-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo suporta. Deus jamais acaba; mas havendo profecias desaparecerão; havendo línguas cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos...Agora pois, permanecem a fé, a esperança e Deus, estes três; porém o maior destes é Deus.

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Leitura

«O saber ensoberbece, mas o amor edifica»

1 Coríntios 8:1b

sábado, 4 de dezembro de 2004

Arrepio

Tenho carta de condução faz este mês dez anos. Já percorri centenas de milhares de quilómetros. Um acidente na EN4 causa-me um arrepio. Enquanto me afasto do local do acidente e ainda com as sirenes da GNR no espelho retrovisor penso na Mão que me conduz diariamente para o lar. Até ao dia de hoje o perigo tem-me passado ao lado. O arrepio frio que me inquieta o espírito lembra-me que sou vulnerável. Sinto a necessidade de agradecer a Deus pela protecção que Ele me tem dado nas noites em que adormeço de cansaço, em que malucos vêm contra mim, em que chove a potes, em que está um nevoeiro enervante, em que sei lá o quê, sai, sabe-se lá de onde.
Hoje, quero agradecer porque estou em casa, íntegro!

"O anjo do senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra" Salmos 34:7

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

100% Cool

Nos últimos tempos as perguntas e divagações sobre o aspecto geral do herdeiro mukankala tem sido muitas. Por essa razão encomendei ao meu amigo Jorge Viegas um primeiro "sketch" para satisfazer as curiosidades. Cá vai:



Brutal!