quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

Montanhas

De há um tempo para cá que ando a pensar em montanhas. A Bíblia descreve as montanhas como o lugar da habitação de Deus, o lugar da sua revelação (Monte Sinai, Monte Sião, etc). Enquanto passava os olhos pelo fotolog do meu amigo Scott G. e ao ver as suas fotos de escalada realizo o esforço, tenacidade, paciência e a coragem que são necessários para chegar ao topo, e de como isso me tem escapado, ao assumir, talvez vezes demais, que a minha intimidade com Deus é assunto garantido e ponto final.

Salmo 15

domingo, 23 de janeiro de 2005

Pensamentos aleatório

Um dos maiores problemas que os cristãos enfrentam na actualidade é a sua total falta de respeito pela santidade de Deus.

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Na Feira

Cigana: Ai vizinho! é seu filhooo?
Meu Pai: Sim, porquê?
Cigana: Aiii, é que parece mais cigano!

Encolho os ombros.
Para quem continua horrorizado com o Tsunami.

Lembro que em África, a cada semana, morrem de fome um número de pessoas equivalente ao da tragédia asiática!!! Um a cada 3,5 segundos...

P.S. Mas atenção! Sem imagens de videos amadores, repórteres expresso, ou ajuda internacional!
A Evolução

Saldos 1995: Olhe! Está ali um "L".
Saldos 2000: Acho que o "XL" lhe fica bem.
Saldos 2005: Bem, acima disso só o "XXL".

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

O dia menos esperado...

Há dias que não ansiamos, e hoje foi um deles. Não para mim, mas também! Passo a explicar: O meu amigo Rui foi hoje a enterrar a sua avó paterna. Para o Rui, tanto quanto para mim, a avó insere-se num contexto quase mítico, e com certeza glamoroso, da mulher que é mãe, avó, conselheira, amiga, líder espiritual e possuídora de um espírito de sacrifício inabalável que sofre no silêncio e que dá tudo pela família. Há qualquer coisa de profundamente espiritual na avó africana e os "putos" do bairro sabem-no muito bem. Talvez isto soe um pouco estranho, mas é verdade. Elas sobreviveram à perda dos seus lares e de tudo o que tinham construído ao longo da vida. Elas lidaram com o sentimento de fracasso dos seus maridos, na casa dos cinquenta e sem perspectivas de emprego, com a inadaptação dos filhos à "fria" sociedade portuguesa dos anos 70, elas choraram a separação das suas raízes e dos seus amados. Lutaram por manter as suas famílias unidas, mesmo quando tudo parecia quer desmoronar-se. Por essa razão elas são as nossas heroínas, as nossas mães negras, os nossos diamantes preciosos.
Hoje chorei por todas as avós que tenho e que tive, sim, porque eu sou um puto de bairro. Avó Tina, Avó Zaida, Avó Clô, Cota Joaquina, D. Celeste, Vó Lena e sei lá quantas mais, são e foram (algumas já finaram) as mulheres que me ajudaram a construir o carácter que possuo. Já me vão faltando as palavras...fico por aqui.

sábado, 8 de janeiro de 2005

Ondas de solidariedade

...percorrem o mundo na tentativa de minorar os efeitos nefastos do Tsunami. Já para não falar dos vários "1 a 3 minutos de silêncio" em memória das vítimas. A palavra de ordem quando se encontra alguém é : «E já viste aquilo da Ásia? Fogo! Mesmo lixado...e a turista portuguesa que disse aquelas barbaridades na SIC Notícias? É mesmo lerda...»
Mas vamos ao que interessa. O que me espanta não é esta rápida assimilação da tragédia e da dor do "próximo", mas a falta de compreensão da natureza real do acontecimento. Este mundo não é perfeito e a própria natureza reflete a presença devastadora do pecado entre nós. Ao pensar no "26.12" relembro as palavras de Jesus: "Bem aventurados os que choram porque serão consolados". Chorar o quê? Chorar a existência do pecado, os seus efeitos destruídores, chorar a sua própria condição moral.
Desgaçadas criaturas seremos se não entendermos que o que provoca o «visível» Tsunami na Ásia, é o mesmo fenómeno que obscurece e arrasta milhões de almas para a "invisível" morte espiritual!