quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Até qualquer dia...

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Dia Mundial do não fumador

Dia triste este. Depois de ter perdido o meu avô há nove anos por causa do tabaco, tomo conhecimento que estou prestes a perder um dos meus tios pela mesma razão. Ainda há quem não acredite? Ainda há quem relativize?
Desculpem-me a visceralidade, mas odeio a porcaria do tabaco!

sábado, 12 de novembro de 2005

Isto é o Outono



Imagino-me no Terreiro do Paço às cinco da tarde para a apanhar o "Barco do Barreiro". Do meio da confusão dos transeuntes eleva-se o fumo que tem aquele aroma peculiar. Cheira a castanhas assadas e aquele carrinho ambulante tão característico está ali à minha espera. Nem de propósito: "É uma dúzia por favor". Entro no barco a correr, segurando as castanhas enroladas no cartucho feito de páginas amarelas numa mão e tentando guardar o passe com outra. A viagem ganha sabor, com o Sol a pôr-se por detrás da 25 de Abril. Está frio, o vento gela a cara, e as gaivotas perseguem-nos à espera de um pedaço de pão. Mas sabe mesmo bem...*

*Dedicado a todos aqueles que conhecem esta experiência. A todos os que passaram "horas" nas viagens entre margens, lutando pela vida. Têm o meu respeito.

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

11 Novembro - 30 anos longe de ti



É o que significa para mim esta data. Eu nunca te vi, mas conheço-te bem; nunca te cheirei, mas os teus aromas inebriam-me; nunca te ouvi, mas os teus ecos ressoam dentro de mim; nunca te toquei, mas amo-te como a mais nenhuma.
Quando falo de ti aos outros os meus olhos brilham, a minha alma pula, o meu espírito rejuvenesce. Há quem se ria, mas quero lá saber. Serás sempre a menina dos meus olhos, a minha terra prometida, aquela que mana leite e mel.
E quando, finalmente, estiver na tua presença vou beijar-te e abraçar-te longamente e chorar esta saudade orfã e disfrutar-te, tanto, tanto, tanto. É que, haja o que houver, serás sempre a minha querida ANGOLA.

sábado, 5 de novembro de 2005