quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Next Purchase?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Pertinente

"Não há mais mérito em ter lido um milhar de livros do que ter lavrado mil terrenos. (...) É um preconceito ridículo da parte do intelectual pensar que só ele é que conta. A Verdade, o Bem e o Belo não são pertença exclusiva daqueles que as melhoras escolas e universidades formam, dos que são frequentadores assíduos de bibliotecas, ou dos que já visitaram todos os museus. O artista não tem desculpa para tratar os outros com desdém. Ele está ser insensato se pensa que o seu conhecimento é mais importante que o dos outros, e um imbecil se não pode colocar as outras pessoas ao seu nível."

Somerset Maugham

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Lamento

A sofreguidão que os portugueses demonstram pela vontade de ganhar o Euro Milhões ilustra bem o tipo de país que somos. Atrasado, chico-esperto, e com pouca vontade de enriquecer pelo trabalho. Depois admiramo-nos que a Europa do Norte seja rica e nós pobres. Já ouviram falar de produtividade?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Zeca da Humpata

No registo oficial a sua data de nascimento era 16 de Janeiro. Mas a verdade era outra. Havia que retirar 4 dias, tantos quantos o pai levara a decidir registar o filho na conservatória. Assim, o Zeca festejava sozinho a 12 e com a família e amigos a 16. Um sortudo.
Mas vamos ao que interessa. Zeca nasceu na Humpata, lá para os lados de Sá da Bandeira, província da Huíla nos idos de 1928. A mãe, a velha Katumbo, era uma negra muíla de personalidade forte, com quem não se fazia farinha. O pai, o velho Pontes, tchicolono, era um dos pioneiros da vila, madeirense que emigrara à procura de melhor sorte. Reza a história que a negra se juntara ao branco já entrada de anos, de maneiras que Zeca era o mais novo de 16 irmãos, filhos de pais e mães diferentes. Explico: A mãe tinha filhos de outros homens e o pai, tendo uma família branca "oficial", sempre pulava umas cercas. Diz quem sabe que era prática comum.
Mas adiante, o Zeca teve uma infância típica dos anos 30 em Angola. Tomava banho no rio, apanhava fruta das árvores, fisgava passarinhos com a txifuta e fazia quilómetros a pé descalço para a escola. E assim se passaram os anos até ao exame da 4ª classe. Logo, vem a juventude e Zeca vai trabalhar no caminho de ferro de Benguela, ao sol e à chuva, o que mais tarde lhe viria a trazer complicações de saúde. Conhece Albertina, mulata de feições redondas, linda de morrer e casam no dia de Natal, no ano de 1949. O casal tem 4 filhos e Zeca, funcionário adminstrativo do Estado, pulula de vila em vila nas suas "demarches" oficiais. Lembra com saudade a Vila Artur de Paiva e a Chibia.
Os anos passam e nos meados de 60 a família sulista resolve-se mudar para a capital Luanda, bem lá no norte.
Zeca torna-se um cosmopolita. O emprego na TAAG traz-lhe satisfação e uma certa distinção, da qual se orgulha. Mas aproximam-se tempos complicados. A guerra, até aí longínqua, chega à cidade e ameaça a estabilidade e integridade da família. Não resta outra solução senão abandonar a pátria amada em direcção à metrópole.
1975 é o ano do Exílio. Sim, digo exílio porque Zeca nunca se adaptou ao frio português. Frio do clima e da alma. A doença surge, fruto de anos de fumador inverterado e traz a confinação ao seu quarto. Zeca, sempre nostálgico da terra angolar, vai definhando em 15 longos anos de doença.
Naquele quarto rodeou-se de memórias de uma vida. Os tangos, as fotografias, os livros sobre Angola, as cartas dos amigos, as horas infínitas a escrever poemas e a sonhar com o regresso nunca possível.
O Zeca da Humpata deixou marca em todos os que o conheceram. Um fala barato que tinha conversa para tudo e todos. Um autodidacta no sentido lato do termo, um curioso da vida. Era meu amigo e se fosse vivo completava 78 anos hoje. Por isso, PARABÉNS AVÔ!
Em Angola é assim

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Olé Chibanga!!!

Dizia o meu avô ao ver Chibanga tourear na Tv. Distinto moçambicano e primeiro matador de touros africano. A minha singela homenagem!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Ilha do Mussulo - Angola



para o Rui
Idiotas ?

Ouvir os representantes do Hamas ou o presidente do Irão a falar é presenciar um espectáculo surrealista. O desejo mórbido de vingança pelos erros cometidos por Sharon no passado, ao estilo olho por olho, dente por dente, tolda-lhes o entendimento.
É que o outroura radical de direita, com o passar dos anos, tornou-se mais tolerante para com os palestinianos, tentando limpar essa imagem negativa, cedendo-lhes inclusivé a faixa de Gaza, algo abominável para os extremistas israelitas, como pudemos ver pelas imagens televisivas. Por outro lado, e de forma indirecta, formou o novo partido Kadima, muito menos extremista que o Likud e com grandes chances de ganhar as próximas eleições.
O que temos então? A possibilidade da morte de Sharon pode vir a abrir um novo espaço para os radiciais nas eleições, logo, desfavorecendo a causa palestiniana, elevando ao endurecimento das relações políticas no resto do médio oriente. Enfim, é caso para dizer que perderam e perdem um boa oportunidade para estarem calados.

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Depois das Festas

Muita comida, muitas prendas, muita festa, muitas promessas.
Mas continua tudo na mesma, não é?