Ilusão óptica
Numa das lojas chinesas aqui da cidade onde vivo deixou de existir a tão característica contrafacção. Os fatos de treino manhosos a dizerem "Adidas", foram trocados por outros igualmente manhosos que agora dizem "Acliclas". Genial, não vos parece?
quinta-feira, 27 de abril de 2006
terça-feira, 25 de abril de 2006
Que se lixe o 25 de Abril ?

A autarquia aqui do burgo, como é hábito, investiu uma pipa de massa no fogo de artifício das comemorações do 25 de Abril. Bem, investe nisso e num mês inteiro de festa que inclui um sem número de actividades pseudo-culturais e sociais que mais não fazem do que sugar dinheiro do porta moedas comum e entreter os velhos que passam os dias sentados no jardim a jogar às cartas e a chorar as desgraças da vida. Confesso que fico incomodado com isto. Hoje em dia, as pessoas estão tão preocupadas em chegar ao fim do mês com qualquer coisa na dispensa que passam bem sem os 12 minutos que dura a brincadeira do fogo de artifício e a ilusão que ele pretende passar. Fico incomodado porque podiam muito bem usar essa verba para asfaltar a minha rua, por exemplo, pedido feito há mais de dois anos em abaixo assinado colectivo e ao qual, nem resposta deram. Que se lixe o 25 de Abril, se ele não representa a igualdade e o serviço público para todos, mesmo em forma de asfalto. Que se lixe o 25 de Abril se servir apenas para manter vivos os recalcamentos do passado. Olhando assim de lado, dá a impressão que o fogo de artifício é um belo espanta-espíritos antifascista. Muito gostam eles de pisar no vomitado. Já chega de choradinhos. Que se lixe o 25 de Abril se é apenas uma desculpa para comprar votos e manter calados os ignorantes. «Do something!!!» Asfaltem-me a rua! Enquanto isso não acontece, vão-se lixar...e não acordem a minha filha à meia noite com foguetes pagos com o dinheiro dos meus impostos.

A autarquia aqui do burgo, como é hábito, investiu uma pipa de massa no fogo de artifício das comemorações do 25 de Abril. Bem, investe nisso e num mês inteiro de festa que inclui um sem número de actividades pseudo-culturais e sociais que mais não fazem do que sugar dinheiro do porta moedas comum e entreter os velhos que passam os dias sentados no jardim a jogar às cartas e a chorar as desgraças da vida. Confesso que fico incomodado com isto. Hoje em dia, as pessoas estão tão preocupadas em chegar ao fim do mês com qualquer coisa na dispensa que passam bem sem os 12 minutos que dura a brincadeira do fogo de artifício e a ilusão que ele pretende passar. Fico incomodado porque podiam muito bem usar essa verba para asfaltar a minha rua, por exemplo, pedido feito há mais de dois anos em abaixo assinado colectivo e ao qual, nem resposta deram. Que se lixe o 25 de Abril, se ele não representa a igualdade e o serviço público para todos, mesmo em forma de asfalto. Que se lixe o 25 de Abril se servir apenas para manter vivos os recalcamentos do passado. Olhando assim de lado, dá a impressão que o fogo de artifício é um belo espanta-espíritos antifascista. Muito gostam eles de pisar no vomitado. Já chega de choradinhos. Que se lixe o 25 de Abril se é apenas uma desculpa para comprar votos e manter calados os ignorantes. «Do something!!!» Asfaltem-me a rua! Enquanto isso não acontece, vão-se lixar...e não acordem a minha filha à meia noite com foguetes pagos com o dinheiro dos meus impostos.
terça-feira, 18 de abril de 2006
Ironia...
A lamentável morte do actor Franscisco Adam, o "Dino" de "Morangos com Açucar" é assim como um balde de água gélida que vem acordar uma geração que anda adormecida no sono do facilitismo e de um estilo de vida hedonista, oco e sem consequências. Para além das lágrimas próprias da instabilidade adolescente de milhares de meninas por esse país fora, a juventude portuguesa toma consciência que as coisas não são bem como a televisão pinta. A realidade suplanta sempre a ficção - é um clichê, eu sei - mas neste momento, muitos daqueles que encheram, desesperados, as filas do últmo casting, já perceberam que a vida é muito mais do que morangos. Acordar para a responsabilidade, os valores, o esforço, não deve ser coisa fácil, mas é necessária. E, logo por ironia, havia de ser com o personagem que mais representava o inverso.
A lamentável morte do actor Franscisco Adam, o "Dino" de "Morangos com Açucar" é assim como um balde de água gélida que vem acordar uma geração que anda adormecida no sono do facilitismo e de um estilo de vida hedonista, oco e sem consequências. Para além das lágrimas próprias da instabilidade adolescente de milhares de meninas por esse país fora, a juventude portuguesa toma consciência que as coisas não são bem como a televisão pinta. A realidade suplanta sempre a ficção - é um clichê, eu sei - mas neste momento, muitos daqueles que encheram, desesperados, as filas do últmo casting, já perceberam que a vida é muito mais do que morangos. Acordar para a responsabilidade, os valores, o esforço, não deve ser coisa fácil, mas é necessária. E, logo por ironia, havia de ser com o personagem que mais representava o inverso.
quinta-feira, 13 de abril de 2006
terça-feira, 4 de abril de 2006
Ainda me lembro
do dia em que a minha mãe me deixou no colégio pela primeira vez. Chorei que nem um perdido, mas hoje dava tudo para lá voltar, ao meu querido colégio que já não existe e onde fui muito feliz. É, sem qualquer sombra de dúvida, o melhor tempo da nossa vida. Hoje, mais uma vez, deixei a minha filha de 9 meses no colégio dela. Pequenina como é ainda não tem noção total das coisas, mas os ingredientes estão todos lá: As batas, os cabides no corredor, as educadoras, os amigos, o cheiro peculiar e os desenhos na parede. Espero que ela, com o passar do tempo, aprenda a valorizar este espaço tanto quanto eu o fiz. É que eu aprendi a valorizar o momento em que lá a deixo, tal como a minha mãe certamente fez comigo.
do dia em que a minha mãe me deixou no colégio pela primeira vez. Chorei que nem um perdido, mas hoje dava tudo para lá voltar, ao meu querido colégio que já não existe e onde fui muito feliz. É, sem qualquer sombra de dúvida, o melhor tempo da nossa vida. Hoje, mais uma vez, deixei a minha filha de 9 meses no colégio dela. Pequenina como é ainda não tem noção total das coisas, mas os ingredientes estão todos lá: As batas, os cabides no corredor, as educadoras, os amigos, o cheiro peculiar e os desenhos na parede. Espero que ela, com o passar do tempo, aprenda a valorizar este espaço tanto quanto eu o fiz. É que eu aprendi a valorizar o momento em que lá a deixo, tal como a minha mãe certamente fez comigo.
sábado, 1 de abril de 2006
Diz a "Noticías Sábado"
que o Gengibre, segundo a tradição medicinal chinesa ajuda nas cólicas, vómitos, flatulência, dispepsia, diarreia, rouquidão e irritação na garganta. O meu tio, por outro lado, sempre me disse que na tradição medicinal africana o gengibre é tido como um género de "viagra dos pobres". Daí que alerto os que seguem a prescrição da primeira tradição para os efeitos secundários da outra.
que o Gengibre, segundo a tradição medicinal chinesa ajuda nas cólicas, vómitos, flatulência, dispepsia, diarreia, rouquidão e irritação na garganta. O meu tio, por outro lado, sempre me disse que na tradição medicinal africana o gengibre é tido como um género de "viagra dos pobres". Daí que alerto os que seguem a prescrição da primeira tradição para os efeitos secundários da outra.
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