Desde pequeno
que detesto saber que o meu nome anda "nas conversas" de outros. Especialmente quando os "factos" que se reportam a mim estão distorcidos. É o preço de nos movermos num meio pequeno, naturalmente mesquinho. E como os evangélicos são bons nisto.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
sábado, 23 de dezembro de 2006
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Onde está o verdadeiro Natal?
Natal Worten; Natal dos Hospitais; Natal Coca-Cola; Natal Vodaphone; Natal Sic; Natal Bolo Rei; Natal Circo Chen; Natal Árvore da Natal; Natal Broas de Mel; Natal Jagget; Natal Leopoldina e Tartaruga Bebé; Natal Bacalhau da Noruega; Natal Triologia Senhor dos Anéis; Natal Mc Donalds; Natal Filhozes; Natal Férias no Brasil; Natal de Cristo; Natal Maior Árvore de Natal da Europa; Natal Prendas à meia noite; Natal Coro Santo Amaro de Oeiras; Natal Sapatinho; Natal Festas de Caridade; Natal Luzes nas Janelas; Natal do Colombo; Natal Bárbie; Natal Lidl; Natal IKEA; Natal Presépio; Natal Pai Natal; Natal Playmobil; Natal Cheque FNAC; Natal Caixa de Bonbons; Natal Cozido à Portuguesa; Natal Millenium BCP; Natal D'zrt; Natal Harry Potter; Natal Azevias; Natal do Menino Jesus; Natal Missa do Galo; Natal Arroz Doce; Natal da Família.
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Provavelmente o assalto mais estúpido de sempre
Duas e meia da manhã. Tocam à campainha cá de casa. Levanto-me com o natural sobressalto. Encosto-me à porta e demando identificação. É a minha vizinha que chega da discoteca e me diz que, ao fundo da rua, estão a assaltar o meu carro. Visto-me à pressa, pego no taco de basebol e corro para a esquina. A minha vizinha chama a GNR. Sinto-me tentado a correr para o carro e estrear o meu taco nas costas do ínfame assaltante, mas ela refreia-me o entusiasmo. Esperamos pouco tempo; o carro patrulha surge quase de imediato (small town). Acompanho os agentes na intercepção, parece que estou na série COPS. O assaltante havia removido por inteiro um dos vidros traseiros, cortando as borrachas isoladoras. Está sentado ao volante a brincar com os 4 piscas e a ouvir "Men Eater" da Nelly Furtado em altos berros. Está tão bêbado que nem consegue abrir o trinco da porta para sair do carro e responder à autoridade. Reconheço-lhe a «xipala». É o Paulinho, um pobre desgraçado do meu bairro que, desde que a mulher lhe colocou os patins, passa 95% do tempo ébrio. Fomos para a Esquadra. O «Mr. Teobar», não assume as culpas: diz que estava a guardar o carro, que é dele, que não tocou no vidro. Tem a ousadia me forçar a apresentar queixa, ignorando o facto de ter sido apanhado em flagrante delito. Diz que não tocou em nada, mas saca do bolso do casaco um chicken little do Kinder surpresa da minha filha e um caroço de maça que estava no cinzeiro do carro. E eu a pensar com os meus botões que posso mandar este urso para prisão por assaltar um carro que daqui a uma semana vai para o ferro velho. Não aguento tanto surrealismo. Esclarecido pelo guarda, de que isto pode levar uns 3 ou 4 anos a ser julgado, logo não vale a pena estar com grandes coisas, saio porta fora e vou tranquilizar a minha mulher.
Um assalto tão ou mais estúpido do que este, só mesmo aquele em que o meu amigo Hugo Sanchéz (alcunha de bairro), se deixou adormecer com um casaco nos braços enquanto assaltava um loja de roupa no Barreiro. Hoje é conhecido como Hugo Pui Peng em homenagem à cidadã macaense que foi agarrada num aeroporto na posse de estupfacientes, sensivelmente na mesma altura.
Duas e meia da manhã. Tocam à campainha cá de casa. Levanto-me com o natural sobressalto. Encosto-me à porta e demando identificação. É a minha vizinha que chega da discoteca e me diz que, ao fundo da rua, estão a assaltar o meu carro. Visto-me à pressa, pego no taco de basebol e corro para a esquina. A minha vizinha chama a GNR. Sinto-me tentado a correr para o carro e estrear o meu taco nas costas do ínfame assaltante, mas ela refreia-me o entusiasmo. Esperamos pouco tempo; o carro patrulha surge quase de imediato (small town). Acompanho os agentes na intercepção, parece que estou na série COPS. O assaltante havia removido por inteiro um dos vidros traseiros, cortando as borrachas isoladoras. Está sentado ao volante a brincar com os 4 piscas e a ouvir "Men Eater" da Nelly Furtado em altos berros. Está tão bêbado que nem consegue abrir o trinco da porta para sair do carro e responder à autoridade. Reconheço-lhe a «xipala». É o Paulinho, um pobre desgraçado do meu bairro que, desde que a mulher lhe colocou os patins, passa 95% do tempo ébrio. Fomos para a Esquadra. O «Mr. Teobar», não assume as culpas: diz que estava a guardar o carro, que é dele, que não tocou no vidro. Tem a ousadia me forçar a apresentar queixa, ignorando o facto de ter sido apanhado em flagrante delito. Diz que não tocou em nada, mas saca do bolso do casaco um chicken little do Kinder surpresa da minha filha e um caroço de maça que estava no cinzeiro do carro. E eu a pensar com os meus botões que posso mandar este urso para prisão por assaltar um carro que daqui a uma semana vai para o ferro velho. Não aguento tanto surrealismo. Esclarecido pelo guarda, de que isto pode levar uns 3 ou 4 anos a ser julgado, logo não vale a pena estar com grandes coisas, saio porta fora e vou tranquilizar a minha mulher.
Um assalto tão ou mais estúpido do que este, só mesmo aquele em que o meu amigo Hugo Sanchéz (alcunha de bairro), se deixou adormecer com um casaco nos braços enquanto assaltava um loja de roupa no Barreiro. Hoje é conhecido como Hugo Pui Peng em homenagem à cidadã macaense que foi agarrada num aeroporto na posse de estupfacientes, sensivelmente na mesma altura.
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