quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

O Vôo do Açor

Poucas viagens me marcaram tanto como esta à Terceira, Açores. A ilha, os adolescentes americanos (para quem fui trabalhar), os velhos amigos que revi e os novos que gravei no coração, mas, sobretudo, as constantes manifestações do Poder e cuidado de Deus para connosco em todo e tempo e nos mais pequenos pormenores. O "colo" do Senhor não é apenas uma força de expressão, é uma realidade visível para quem se dispõe a caminhar nessa direcção. Não há maneira de o colocar aqui em palavras. Eu já sabia o que significava Jeová-Jiré*, mas nesta viagem eu e a minha família experimentámos a profundidade deste conceito. E quão diferente é!
* O Senhor Proverá (Gn 20)


Grupo de adolescentes da Base das Lajes (USA)


A famosa horta do Isma. (Ambos em boa forma)


Jantar em casa dos Barata. (Missionários de "Topo")


Os Biscoitos. Brutalmente lindo.


Vingança do Mundial 2002


Verde, mesmo verde. Por todo o lado.

Império do Espírito Santo (antes fosse)



quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Jackpot

Já aqui tinha referido que nos últimos tempos o conceito de amizade se tem refinado na minha mente e no meu coração, por força de algumas circunstâncias. Posso mesmo afirmar que Provérbios 17:17, esse versículo presente em todas as Bíblias de adolescente, afinal, é mesmo verdade (como se algo escrito na Bíblia não fosse). Quer dizer, é verdade porque não é apenas teoria, um desejo formulado, poesia, conversa fiada.
Nestes últimos dias alguns amigos transformaram-se em irmãos. E coisa mais preciosa no mundo não há.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Convençam-me do contrário

Sempre pensei que o que deferenciava os regimes democráticos, humanitários e civilizados do Ocidente, dos países «bárbaros», amputados desses valores, era, entre outras coisas, a capacidade de exercer justiça de forma digna e imparcial.
Os recentes «linchamentos» de personalidades como Saddam Hussein e seus pares veio demonstrar o contrário. Não que Saddam não mereça o castigo porque o merece, e bem. Ao fim ao cabo parece-me que a adminstração americana, silenciosa na rua mas presente nos bastidores, acaba por condescender com a selvajaria que, por princípio, deveria condenar (ainda hoje se soube que um dos pares de Saddam, depois de executado, foi sujeito a decapitação). Estamos a aprender que no Iraque todos os gatos são pardos.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Japanese love affair



Conan, os melhores desenhos animados de sempre!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

O «Não» não vai ganhar o referendo sobre o Aborto.

Quer queiramos, ou não, a associação do catolicismo à causa do «Não» é o maior obstáculo ao seu sucesso. Isto porque, juntamente com a pretensa defesa da vida, a Igreja Católica traz agarrada a si, qual lapa agarrada à rocha, uma imagem de obscuratismo medieval da qual não se consegue livrar e que choca com a mentalidade urbana e cosmopolita dos grandes centros urbanos onde se decidirá o resultado do referendo.
Fiquei com essa sensão nítida ao ver e ouvir a posição de um bispo católico numa reportagem no telejornal de hoje.
Todo o «folklore» à sua volta ajudou: As vestes ridículas, o sotaque sibilado, a pouca força da argumentação, o cenário rural, o compromisso manhoso entre liberalização e despenalização, enfim o total desfazamento com a realidade. A acrescentar a isto, a proibição cega de métodos contraceptivos, todos os tabus associados ao sexo e a teologia do «não, porque não». Qualquer discurso oco, mas contextualizado, do Louçã parece mais credível do que isto.
Confesso que me bateu uma profunda desmoralização, como que eu já não soubesse à muito tempo que isto é mesmo assim. Para mim, o referendo decidiu-se hoje.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

O ano da Redenção

«emancipate yourselfs from mental slavery...»




Raul Midon & Tété