The Upside Down
Há algum tempo atrás um irmão criticou as opções didácticas tomadas pela liderança da minha Igreja, onde me incluo. Segundo este irmão, a «Santidade» não é assunto para se falar na Escola Dominical e nas Pregações. "É forte demais e afasta os visitantes", dizia ele. Não admira que as igrejas estejam como estão.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Segundo a SIC
O realizador James Cameron anda pra' aí a dizer que encontrou, num subúrbio de Jerusalém, o túmulo de Jesus Cristo e que lá dentro, para além do próprio Cristo, se encontram os restos mortais de Maria Madalena e dos filhos do casal. O disparate é recorrente, e provavelmente, tudo isto advém do facto de o «Código da Vinci» ser a leitura de W.C. de J. Cameron. O que eu não percebo é a fixação na Maria Madalena.
O realizador James Cameron anda pra' aí a dizer que encontrou, num subúrbio de Jerusalém, o túmulo de Jesus Cristo e que lá dentro, para além do próprio Cristo, se encontram os restos mortais de Maria Madalena e dos filhos do casal. O disparate é recorrente, e provavelmente, tudo isto advém do facto de o «Código da Vinci» ser a leitura de W.C. de J. Cameron. O que eu não percebo é a fixação na Maria Madalena.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Deuzinho
Há uma corrente de pensamento no Cristianismo que passa grande parte do seu tempo a tentar desmitologizar os eventos sobrenaturais que, com alguma frequência, ocorrem nas Escrituras. A ideia é que tem de haver uma explicação lógica para demonstrar os factos, ou então tudo não passou da imaginação do autor, efabulações. Deita-se fora aquilo que só Deus, por ser Deus, pode fazer, restando apenas um pequeno conjunto de acontecimentos e princípios perfeitamente ao alcance de qualquer mortal, Deus incluído. É a chamada fé de bolso. Mas, em vez de duvidar, porque não acreditar que Deus é capaz? Uma das razões porque admiro tanto o Velho Testamento é porque ele está repleto de eventos sobrenaturais que inspiram reverência e temor pelo Poder de Deus. É bom saber que existe nesta vida algo que nos ultrapassa, transcende, que, em última análise, nos subordina a Ele sem impormos condições. E o respeitinho é muito bonito, já dizia a minha avó.
Há uma corrente de pensamento no Cristianismo que passa grande parte do seu tempo a tentar desmitologizar os eventos sobrenaturais que, com alguma frequência, ocorrem nas Escrituras. A ideia é que tem de haver uma explicação lógica para demonstrar os factos, ou então tudo não passou da imaginação do autor, efabulações. Deita-se fora aquilo que só Deus, por ser Deus, pode fazer, restando apenas um pequeno conjunto de acontecimentos e princípios perfeitamente ao alcance de qualquer mortal, Deus incluído. É a chamada fé de bolso. Mas, em vez de duvidar, porque não acreditar que Deus é capaz? Uma das razões porque admiro tanto o Velho Testamento é porque ele está repleto de eventos sobrenaturais que inspiram reverência e temor pelo Poder de Deus. É bom saber que existe nesta vida algo que nos ultrapassa, transcende, que, em última análise, nos subordina a Ele sem impormos condições. E o respeitinho é muito bonito, já dizia a minha avó.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Alhos e bogalhos
O Carnaval, sendo uma festividade religiosa pagã, não entra no meu programa de festas. Ponto final.
O Carnaval, sendo uma festividade religiosa pagã, não entra no meu programa de festas. Ponto final.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Ressuscite o baptismo dos Baptistas
Os baptistérios que se encontram nos templos Baptistas sempre me causaram estranheza. Dá-me ideia que não passam de mausoléus dos tempos áureos em que o acto era, realmente, um testemunho público da fé em Cristo. Assim, o que se ensina a quem tem o infortúnio de ali descer às águas temperadas pelo esquentador? Que a fé é para ser vivida dentro das quatro paredes do templo, sem problemas.
Os baptistérios que se encontram nos templos Baptistas sempre me causaram estranheza. Dá-me ideia que não passam de mausoléus dos tempos áureos em que o acto era, realmente, um testemunho público da fé em Cristo. Assim, o que se ensina a quem tem o infortúnio de ali descer às águas temperadas pelo esquentador? Que a fé é para ser vivida dentro das quatro paredes do templo, sem problemas.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
A Saudade
Um nostálgico tem sempre saudades. De um lugar, um amigo, um cheiro, uma voz, um sabor, um toque, enfim, de tudo o que povoa o seu baú de memórias. Sendo eu próprio um nostálgico assumido, passo muito tempo a lidar com os assaltos constantes da saudade, lutando conseguir satisfazer os seus exigentes apetites, para guardar cada precioso instante da estranha e brutal experiência que é a vida.
Um nostálgico tem sempre saudades. De um lugar, um amigo, um cheiro, uma voz, um sabor, um toque, enfim, de tudo o que povoa o seu baú de memórias. Sendo eu próprio um nostálgico assumido, passo muito tempo a lidar com os assaltos constantes da saudade, lutando conseguir satisfazer os seus exigentes apetites, para guardar cada precioso instante da estranha e brutal experiência que é a vida.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Ainda sobre o Cristianismo saudosista
É importante fazer uma adenda: Nada tenho contra os teólogos do passado nem contra a história da Igreja, pelo contrário. Acredito que existe essa mais valia para nós, no presente. Contudo, é necessário entender que a reflexão teológica que resulta da análise das Escrituras deverá, na medida do possível, ser relevante para a época em que acontece, ou seja, por mais que admire "vultos" do Cristianismo não posso absorver como uma esponja todo o conteúdo da sua "interpretação" das Escrituras por ser, ela mesma, um produto da sua época. Assim sendo, acredito que é tempo de se começar a construir a "nossa" teologia para o Século XXI, na qual a Bíblia responde de forma profunda e contextualizada às questões do nosso tempo.
É importante fazer uma adenda: Nada tenho contra os teólogos do passado nem contra a história da Igreja, pelo contrário. Acredito que existe essa mais valia para nós, no presente. Contudo, é necessário entender que a reflexão teológica que resulta da análise das Escrituras deverá, na medida do possível, ser relevante para a época em que acontece, ou seja, por mais que admire "vultos" do Cristianismo não posso absorver como uma esponja todo o conteúdo da sua "interpretação" das Escrituras por ser, ela mesma, um produto da sua época. Assim sendo, acredito que é tempo de se começar a construir a "nossa" teologia para o Século XXI, na qual a Bíblia responde de forma profunda e contextualizada às questões do nosso tempo.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Ladysmith Black Mamzabo
Expressa de forma singular a forma como Deus me diz: "Eu te amo". Porque há dias e acontecimentos em que preciso de ouvir esta verdade nitidamente.
Expressa de forma singular a forma como Deus me diz: "Eu te amo". Porque há dias e acontecimentos em que preciso de ouvir esta verdade nitidamente.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
A Igreja, os Ciganos e o Lidl
Entro no Lidl para umas compras rápidas. Simultaneamente, um grupo alargado de ciganos ladeia-me com os seus gestos e vocalizações exarcebados. Atento na operadora de caixa que pega no telefone e chama, disfarçadamente, a GNR. O pânico está instalado enquanto as crianças agitam os pacotes de gomas. O silêncio conventual do supermercado é interrompido por gente que desconhece esses estranhos hábitos. Pago a conta com um sorriso trocista e solto o comentário: "lá se foi a paz...". A operadora encolhe os ombros enquanto mantém dois «lelos» debaixo de olho. Associo este episódio à realidade da maioria das Igrejas Evangélicas que conheço. Estranha-se quem entra por elas a dentro e que não adora, não se comporta, nem se relaciona na mesma forma dos que já lá estão. Olha-se de suslaio para esses proscritos libertinos do Cristianismo que ousam viver fora da formatação instituída. Tomara que as nossas igrejas se enchessem de «cristãos ciganos», livres e marcados pela originalidade do Espírito Santo. Gente que saboreia a sua liberdade a cada instante, indiferente aos olhares da censura.
Entro no Lidl para umas compras rápidas. Simultaneamente, um grupo alargado de ciganos ladeia-me com os seus gestos e vocalizações exarcebados. Atento na operadora de caixa que pega no telefone e chama, disfarçadamente, a GNR. O pânico está instalado enquanto as crianças agitam os pacotes de gomas. O silêncio conventual do supermercado é interrompido por gente que desconhece esses estranhos hábitos. Pago a conta com um sorriso trocista e solto o comentário: "lá se foi a paz...". A operadora encolhe os ombros enquanto mantém dois «lelos» debaixo de olho. Associo este episódio à realidade da maioria das Igrejas Evangélicas que conheço. Estranha-se quem entra por elas a dentro e que não adora, não se comporta, nem se relaciona na mesma forma dos que já lá estão. Olha-se de suslaio para esses proscritos libertinos do Cristianismo que ousam viver fora da formatação instituída. Tomara que as nossas igrejas se enchessem de «cristãos ciganos», livres e marcados pela originalidade do Espírito Santo. Gente que saboreia a sua liberdade a cada instante, indiferente aos olhares da censura.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Estação de Sete Rios, 18h46m
Gente que corre apressada para o comboio suburbano, com olhares distantes e rostos exaustos. Na plataforma o frenesim é constante. Todos querem voltar para casa depressa, quem sabe à espera de recuperar em alguns minutos o que se perdeu durante o dia. Aprecio estes movimentos com uma calma invulgar, quase como se eu não fizesse parte desse filme. Como é que cheguei ao ponto de notar que em Lisboa a vida é mais curta? Percebo friamente que a minha matriz suburbana se vai dissipando. No Intercidades, sobre a Ponte 25 de Abril e com a cidade iluminada aos meus pés, despeço-me de um mundo que já não é meu porque já o vejo assim, de fora.
Gente que corre apressada para o comboio suburbano, com olhares distantes e rostos exaustos. Na plataforma o frenesim é constante. Todos querem voltar para casa depressa, quem sabe à espera de recuperar em alguns minutos o que se perdeu durante o dia. Aprecio estes movimentos com uma calma invulgar, quase como se eu não fizesse parte desse filme. Como é que cheguei ao ponto de notar que em Lisboa a vida é mais curta? Percebo friamente que a minha matriz suburbana se vai dissipando. No Intercidades, sobre a Ponte 25 de Abril e com a cidade iluminada aos meus pés, despeço-me de um mundo que já não é meu porque já o vejo assim, de fora.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Interrupção Voluntária da Gravidez
É um belo eufemismo. É como chamar Interrupção voluntária da vida de outrém ao assassinato, ou Introdução voluntária e forçada em orgão sexual alheio à violação, ou Troca voluntária e ocasional de marido ou mulher para o adultério.
A ilusão é muito mais apelativa ao ouvido.
É um belo eufemismo. É como chamar Interrupção voluntária da vida de outrém ao assassinato, ou Introdução voluntária e forçada em orgão sexual alheio à violação, ou Troca voluntária e ocasional de marido ou mulher para o adultério.
A ilusão é muito mais apelativa ao ouvido.
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