...
Ao que parece, de algum tempo para cá, leitores meus têm tido dificuldade em interpretar as minhas críticas sobre o catolicismo. Sou tido como simplista e ignorante, entre outras coisas. Cabe-me, por isso, a propósito, uma justificação. A minha crítica tem-se centrado, sobretudo, na instituição religiosa com as suas estruturas de poder, na cultura instituída da mariolatria e sobretudo nos efeitos sociais, éticos e espirituais que a própria religião teve e ainda tem sobre larga percentagem da nossa nação. Penso que não pode ser de outra forma. Negar o contributo altamente negativo da religião católica para o nosso país é como tentar tapar o sol com a peneira. Por exemplo, tantas vezes se critica o obscurantismo intelectual, científico e social da nossa nação em comparação com a Europa do Norte (Protestante) e nos esquecemos da Contra -Reforma ocorrida em Portugal e do contributo dos Jesuítas para esse fim. E mais, dizer que o catolicismo é bom e cristocêntrico por causa de algumas minorias espiritualmente esclarecidas no seu seio é que me parece ser algo simplista. Eu não crítico católicos como indivíduos que estão na sua jornada de fé. Cada um está na sua própria caminhada e eu não excluo que dentro da religião católica haja sinceros seguidores de Jesus Cristo. Não considero contudo, que estes indivíduos que, no meu entender, constituem uma excepção, possam servir de regra normativa para avaliar o catolicismo como mega-religião. Nesse contexto, nem sequer aquilo que é escrito nos Concílios é por eles cumprido em termos efectivos. Por isso, e sempre que entender, vou continuar a dizer de minha justiça em relação ao catolicismo, com a mesma acutilância com que o faço em relação aos meus pares. De uma forma simples? Com certeza.
«It is simplicity that makes the uneducated more effective than the educated when addressing popular audiences.»
Aristotle, in Rhetoric
domingo, 29 de julho de 2007
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Jesus, ele mesmo é a Raiz de David.
Está na moda o fascínio com o catolicismo. Pessoalmente, não encontro nada de fascinante em tal confissão. Agora, se me falarem no Judaísmo já penso de maneira diferente. Aí, sim, encontramos motivos de inveja. Dedicação exclusiva às Escrituras, povo de pactos com Deus, profundidade no entendimento de quem Deus é e da adoração que lhe é devida, entre outros. Digo, sem pejo, que sou um judeu "wannabe". Melhor, um "judeu messiânico wannabe". Nada como aliar a espiritualidade judaica à pessoa do Espírito Santo. A espiritualidade greco-romana que herdámos neste lado do globo fica muito aquém daquela do «Yeshua Min Nazereth». Daí que a partir de hoje fica o meu "statement" devidamente registado neste blog.
Está na moda o fascínio com o catolicismo. Pessoalmente, não encontro nada de fascinante em tal confissão. Agora, se me falarem no Judaísmo já penso de maneira diferente. Aí, sim, encontramos motivos de inveja. Dedicação exclusiva às Escrituras, povo de pactos com Deus, profundidade no entendimento de quem Deus é e da adoração que lhe é devida, entre outros. Digo, sem pejo, que sou um judeu "wannabe". Melhor, um "judeu messiânico wannabe". Nada como aliar a espiritualidade judaica à pessoa do Espírito Santo. A espiritualidade greco-romana que herdámos neste lado do globo fica muito aquém daquela do «Yeshua Min Nazereth». Daí que a partir de hoje fica o meu "statement" devidamente registado neste blog.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Pivôs de Igreja
Como líder de uma comunidade evangélica baptista, a qual, tem como tradição reunir-se para escola dominical, culto de adoração e uma reunião de oração e estudo bíblico algures durante a semana, fico com a sensação de que ando a entreter pessoas. Chego a concluir que faço pouco mais do que alimentar a fome voraz de religião. As pessoas chegam, sentam-se nas cadeiras como se sentam no cinema, e esperam que lhes seja prestado um serviço eficiente, quer isto dizer, ensino de qualidade e adoração "inspiradora" o quanto baste. Raramente se assiste a uma expressão colectiva "não manipulada" de adoração, entrega, confissão, de submissão a Cristo. Aliás, qualquer "crente" evangélico sabe, de antemão, como vão ser os cultos e a EBD dos próximos 52 domingos: iguais aos 52 anteriores.
O resultado é evidente: cristãos com décadas acumuladas de "consumo intensivo de religião" mas que permanecem imaturos em quase tudo o que diz respeito à fé, nomeadamente as noções fundamentais de discipulado e do serviço cristão. Pessoas que dominam muitas ideias mas que as aplicam pouco ou quase nada.
A mim espanta-me que haja lideres que vivam satisfeitos com este estado de coisas. No fundo, talvez seja esse o preço a pagar para garantir um bom ordenado ao fim do mês.
Como líder de uma comunidade evangélica baptista, a qual, tem como tradição reunir-se para escola dominical, culto de adoração e uma reunião de oração e estudo bíblico algures durante a semana, fico com a sensação de que ando a entreter pessoas. Chego a concluir que faço pouco mais do que alimentar a fome voraz de religião. As pessoas chegam, sentam-se nas cadeiras como se sentam no cinema, e esperam que lhes seja prestado um serviço eficiente, quer isto dizer, ensino de qualidade e adoração "inspiradora" o quanto baste. Raramente se assiste a uma expressão colectiva "não manipulada" de adoração, entrega, confissão, de submissão a Cristo. Aliás, qualquer "crente" evangélico sabe, de antemão, como vão ser os cultos e a EBD dos próximos 52 domingos: iguais aos 52 anteriores.
O resultado é evidente: cristãos com décadas acumuladas de "consumo intensivo de religião" mas que permanecem imaturos em quase tudo o que diz respeito à fé, nomeadamente as noções fundamentais de discipulado e do serviço cristão. Pessoas que dominam muitas ideias mas que as aplicam pouco ou quase nada.
A mim espanta-me que haja lideres que vivam satisfeitos com este estado de coisas. No fundo, talvez seja esse o preço a pagar para garantir um bom ordenado ao fim do mês.
Eles falam, falam, falam...
«Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção» 1 Ts 1:5
Há quem pense, dentro do meio evangélico, que impressiona e esmaga as suas audiências com exercícios de habilidosa retórica. Como se a forma influenciasse o conteúdo.
Paulo, era um dos que podia ter, facilmente, entrado neste esquema. A sua instrução farisaica aliada ao conhecimento das técnicas gregas do discurso retórico, dar-lhe-iam as ferramentas adequadas a tal. O curioso é que, dirigindo-se aos cristãos de Tessalónica, o apóstolo realça a importância superlativa do poder do Espírito sobre as palavras, como forma de deixar gravado nos seus corações a matriz da Evangelho.
No poder do Espírito, as palavras, mesmo as mais simples são sempre eficazes. Porém, na ausência do Espírito, por mais eloquentes que sejam, as palavras são sempre ocas.
Na incapacidade de se apropriar do poder do Espírito elabora-se o discurso. Quanto mais se elabora o discurso menos se verá o poder do Espírito.
«Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção» 1 Ts 1:5
Há quem pense, dentro do meio evangélico, que impressiona e esmaga as suas audiências com exercícios de habilidosa retórica. Como se a forma influenciasse o conteúdo.
Paulo, era um dos que podia ter, facilmente, entrado neste esquema. A sua instrução farisaica aliada ao conhecimento das técnicas gregas do discurso retórico, dar-lhe-iam as ferramentas adequadas a tal. O curioso é que, dirigindo-se aos cristãos de Tessalónica, o apóstolo realça a importância superlativa do poder do Espírito sobre as palavras, como forma de deixar gravado nos seus corações a matriz da Evangelho.
No poder do Espírito, as palavras, mesmo as mais simples são sempre eficazes. Porém, na ausência do Espírito, por mais eloquentes que sejam, as palavras são sempre ocas.
Na incapacidade de se apropriar do poder do Espírito elabora-se o discurso. Quanto mais se elabora o discurso menos se verá o poder do Espírito.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
domingo, 15 de julho de 2007
Há 6 anos...
(dia 14) eu a minha dama casámos num belo dia de chuva. A bonita cerimónia, bem como o animado copo de água marcaram apenas o ritmo para aquilo que havia de ser o nosso percurso até agora. Como dizia o meu avô: "boda molhada, boda abençoada". E o cota tinha razão. Temos uma filha linda, OUTRO vem a caminho, e tantas outras coisas pelas quais somos gratos. E é verdade: não existem casamentos fáceis, perfeitos ou isentos de problemas. A diferença está na capacidade de superação dos mesmos. Obrigado Sara.
(dia 14) eu a minha dama casámos num belo dia de chuva. A bonita cerimónia, bem como o animado copo de água marcaram apenas o ritmo para aquilo que havia de ser o nosso percurso até agora. Como dizia o meu avô: "boda molhada, boda abençoada". E o cota tinha razão. Temos uma filha linda, OUTRO vem a caminho, e tantas outras coisas pelas quais somos gratos. E é verdade: não existem casamentos fáceis, perfeitos ou isentos de problemas. A diferença está na capacidade de superação dos mesmos. Obrigado Sara.
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