Vintage Port
Durante 4 anos, entre 1999 e 2003, dirigi acampamentos de adolescentes. Garanto-vos que é uma das melhores experiências que alguém pode almejar. A idade do armário era, para mim, a idade do dinamite. Poucas coisas se assemelham à emoção de lidar com a pura adrenalina que emana de jovens cheios de vida, sonhos e ideais. Estranhamente, nos últimos tempos, alguns deles têm-me procurado para agradecer aquilo que "fiz" por eles e porque baseiam as suas decisões actuais nos compromissos que fizeram com Deus naqueles acampamentos. Eu também agradeço a Deus por se ter revelado tão profundamente através de vasos tão imperfeitos como eu e os meus colaboradores. Saboreio estas notícias com se fossem um Porto Vintage, bem amadurecido pelo passar dos anos. Haverá algo melhor do que ver jovens amadurecerem com Deus no centro das suas vidas? Acreditem, se morresse hoje, morria feliz.
domingo, 28 de outubro de 2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Filo-semitismo II (dos comentários ao 1º post)
"Alecrim disse:Desculpa, mas querias ser apedrejado? Em que sentido é que a tua religião não aquece nem arrefece? Não TE aquece?"
Cristãos houve, nos primeiros séculos, que desejaram ardentemente esse final. Espero que não tenhamos que chegar a esse ponto porque não possuo um espírito masoquista. Mas a realidade das perseguições não é assim tão remota como se possa imaginar. Se, por exemplo, transportarmos o cristianismo para o contexto do mundo islâmico o que não falta é casos de apedrejamento, prisões, perseguições, decapitações, execuções sumárias, violações, etc.
Eu diria que o problema é que o cerne da mensagem Cristã (arrependimento e fé) se diluiu de tal forma na cultura ocidental que não provoca qualquer tipo de reacção aos seus ouvintes. Não por culpa da mensagem em si, mas dos que a transmitem. E aí, os diversos interlocutores cristãos devem fazer a sua própria avaliação. Creio que o pior castigo para uma religião é a indiferença do meio onde ela subsiste. Receio que o Cristianismo Ocidental tenha sido domado por interesses secundários que não o de apresentar Cristo, tal como ele é: atractivo mas, também, perturbador. Daí que não haja nem aprovação nem rejeição. E qualquer uma delas seria um sinal de vitalidade.
"Alecrim disse:Desculpa, mas querias ser apedrejado? Em que sentido é que a tua religião não aquece nem arrefece? Não TE aquece?"
Cristãos houve, nos primeiros séculos, que desejaram ardentemente esse final. Espero que não tenhamos que chegar a esse ponto porque não possuo um espírito masoquista. Mas a realidade das perseguições não é assim tão remota como se possa imaginar. Se, por exemplo, transportarmos o cristianismo para o contexto do mundo islâmico o que não falta é casos de apedrejamento, prisões, perseguições, decapitações, execuções sumárias, violações, etc.
Eu diria que o problema é que o cerne da mensagem Cristã (arrependimento e fé) se diluiu de tal forma na cultura ocidental que não provoca qualquer tipo de reacção aos seus ouvintes. Não por culpa da mensagem em si, mas dos que a transmitem. E aí, os diversos interlocutores cristãos devem fazer a sua própria avaliação. Creio que o pior castigo para uma religião é a indiferença do meio onde ela subsiste. Receio que o Cristianismo Ocidental tenha sido domado por interesses secundários que não o de apresentar Cristo, tal como ele é: atractivo mas, também, perturbador. Daí que não haja nem aprovação nem rejeição. E qualquer uma delas seria um sinal de vitalidade.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Do meu filo-semitismo
Em conversa com uma colega do curso (Hebraico) que é, simultaneamente, uma das responsáveis na Comunidade Israelita de Lisboa, sou informado que, após a invasão do cemitério judaico, a comunidade tem recebido ameaças graves à integridade dos membros por parte de xenófobos.
Não deixa de ser curioso que o simples facto de entrar, semanalmente, na Sinagoga me identifique com o judaísmo e me inclua no lote dos perseguidos. Não escondo a ponta de adrenalina sempre que penso que posso ir pelos ares a cada terça -feira. Como cristão, e perdoem-me o paralelismo grosseiro, lamento o facto de a minha "religião" não ter nada por que valha a pena ser perseguida.
Não há nada mais triste do que uma fé inócua.
Em conversa com uma colega do curso (Hebraico) que é, simultaneamente, uma das responsáveis na Comunidade Israelita de Lisboa, sou informado que, após a invasão do cemitério judaico, a comunidade tem recebido ameaças graves à integridade dos membros por parte de xenófobos.
Não deixa de ser curioso que o simples facto de entrar, semanalmente, na Sinagoga me identifique com o judaísmo e me inclua no lote dos perseguidos. Não escondo a ponta de adrenalina sempre que penso que posso ir pelos ares a cada terça -feira. Como cristão, e perdoem-me o paralelismo grosseiro, lamento o facto de a minha "religião" não ter nada por que valha a pena ser perseguida.
Não há nada mais triste do que uma fé inócua.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Connect Portugal
A Bíblia está recheada de exemplos de homens e mulheres que não se "conformaram" às ideias do seu tempo, mas que se "renovaram" no seu entendimento por forma a conhecerem qual a perfeita e boa vontade de Deus. Tais pessoas possuíam a vontade férrea de viver exclusivamente das Escrituras, em liberdade no Espírito, rompendo com paradigmas enganadores e manipuladores fruto de concepções humanas e legalistas que em nada reflectiam os princípios bíblicos da "Ecclesia". Tais pessoas mudaram o mundo à sua volta.
No último fim-de-semana tive o privilégio de privar com gente que, no tempo a que se chama hoje, também não se deixa conformar por falsos estereótipos de Cristianismo, mas que busca, com sinceridade, a sua verdadeira identidade espiritual, formas relevantes de serviço cristão e, sobretudo, alcançar, com eficácia, aqueles que ainda não conhecem Jesus Cristo.
Por incrível que pareça, pessoas assim recebem todo o tipo de alcunhas e rótulos por aqueles que manipulando, ou sendo manipulados por consciências distorcidas, receiam e desconhecem a simplicidade e a sinceridade de viver Cristo e somente Cristo. Pessoas assim pagam um alto preço pela não conformidade, não passividade, pela coragem de não se deixarem sufocar pelos espinhos, por falarem abertamente a verdade.
Pessoas assim são despretensiosas, atenciosas, generosas, humildes, vulneráveis e cheias de vida. Com pessoas assim é possível construir relacionamentos honestos, sólidos, que perduram no tempo. Acredito que estas pessoas podem, e vão, mudar o mundo à sua volta.
Com o passar dos anos e a experiência de vida acumulada tenho vindo a descobrir que as verdadeiras manifestações do Corpo de Cristo não acontecem nos sacralizados templos construídos por mãos humanas aos domingos de manhã. O corpo de Cristo acontece quando se persevera juntos na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Foi isso que fizemos. Tudo o resto é ilusão.

Mais informação sobre o Connect Portugal em "Shanti Pilgrim" e "Simplice".
A Bíblia está recheada de exemplos de homens e mulheres que não se "conformaram" às ideias do seu tempo, mas que se "renovaram" no seu entendimento por forma a conhecerem qual a perfeita e boa vontade de Deus. Tais pessoas possuíam a vontade férrea de viver exclusivamente das Escrituras, em liberdade no Espírito, rompendo com paradigmas enganadores e manipuladores fruto de concepções humanas e legalistas que em nada reflectiam os princípios bíblicos da "Ecclesia". Tais pessoas mudaram o mundo à sua volta.
No último fim-de-semana tive o privilégio de privar com gente que, no tempo a que se chama hoje, também não se deixa conformar por falsos estereótipos de Cristianismo, mas que busca, com sinceridade, a sua verdadeira identidade espiritual, formas relevantes de serviço cristão e, sobretudo, alcançar, com eficácia, aqueles que ainda não conhecem Jesus Cristo.
Por incrível que pareça, pessoas assim recebem todo o tipo de alcunhas e rótulos por aqueles que manipulando, ou sendo manipulados por consciências distorcidas, receiam e desconhecem a simplicidade e a sinceridade de viver Cristo e somente Cristo. Pessoas assim pagam um alto preço pela não conformidade, não passividade, pela coragem de não se deixarem sufocar pelos espinhos, por falarem abertamente a verdade.
Pessoas assim são despretensiosas, atenciosas, generosas, humildes, vulneráveis e cheias de vida. Com pessoas assim é possível construir relacionamentos honestos, sólidos, que perduram no tempo. Acredito que estas pessoas podem, e vão, mudar o mundo à sua volta.
Com o passar dos anos e a experiência de vida acumulada tenho vindo a descobrir que as verdadeiras manifestações do Corpo de Cristo não acontecem nos sacralizados templos construídos por mãos humanas aos domingos de manhã. O corpo de Cristo acontece quando se persevera juntos na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Foi isso que fizemos. Tudo o resto é ilusão.

Mais informação sobre o Connect Portugal em "Shanti Pilgrim" e "Simplice".
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Quem está de pé, cuidado não caia!
Não é raro encontrar no meio cristão quem se gabe "estar por cima" dos pecados do passado. Impressiona a forma como, num ápice, tudo o que era mau desapareceu numa simples declaração confiante tipo: eu já não isto, já não aquilo, etc. Tudo o que era imperfeito foi removido e está aberto o caminho para a perfeição imaculada.
Curiosamente, a vida tem-me ensinado o contrário: Quanto mais cresço no Senhor mais me apercebo do "monstro"que vive dentro de mim. Mais me dou conta da minha fragilidade e incapacidade de me manter, pelos meus próprios meios, íntegro perante Deus. Sei que a qualquer momento a minha natureza carnal pode pregar-me uma rasteira e, por vezes, prega mesmo. Quanto mais estou com o Senhor mais me dou conta que é o Seu favor para comigo que me segura e a sua mão, essa sim, é firme e confiável. Qualquer distracção é a morte do artista, como dizia o meu pai.
Na vanglória somos apenas uns bazófias como tantos que encontramos pelas conversas desta vida.
Não é raro encontrar no meio cristão quem se gabe "estar por cima" dos pecados do passado. Impressiona a forma como, num ápice, tudo o que era mau desapareceu numa simples declaração confiante tipo: eu já não isto, já não aquilo, etc. Tudo o que era imperfeito foi removido e está aberto o caminho para a perfeição imaculada.
Curiosamente, a vida tem-me ensinado o contrário: Quanto mais cresço no Senhor mais me apercebo do "monstro"que vive dentro de mim. Mais me dou conta da minha fragilidade e incapacidade de me manter, pelos meus próprios meios, íntegro perante Deus. Sei que a qualquer momento a minha natureza carnal pode pregar-me uma rasteira e, por vezes, prega mesmo. Quanto mais estou com o Senhor mais me dou conta que é o Seu favor para comigo que me segura e a sua mão, essa sim, é firme e confiável. Qualquer distracção é a morte do artista, como dizia o meu pai.
Na vanglória somos apenas uns bazófias como tantos que encontramos pelas conversas desta vida.
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