Um post de emergência
Começa-se a observar em Portugal a crítica, mais ou menos exacerbada, à Igreja Emergente. Tenho lido e ouvido muita coisa, a maioria disparates, confesso. Em primeiro lugar porque a Igreja Emergente não existe. Sim, repito: a Igreja Emergente não existe! O termo, no meu entender, grosseiro é apenas a tentativa "académica" de enquadrar acontecimentos assim como formas de ser e pensar relativos à Igreja do Século XXI, que na verdade não são enquadráveis nem sequer constituem em si mesmos a natureza de um movimento, tal como se quer retratar ou fazer querer. Também me parece um pouco redutor formular conceitos e colocar rótulos em algo tão lato e diversificado como o que está a acontecer actualmente um pouco por todo o mundo. Dentro daquilo a se chama "Igreja Emergente" coexistem valores, supostamente, incompatíveis à partida, e que, dentro da lógica matemática, resultariam na anulação dos mesmos. Por exemplo: Existe teologia conservadora e liberal, litúrgia tradicional e inovadora, Templos clássicos e igrejas em casas, Dízimos e contribuições espontâneas, igrejas com pastores e sem pastores, católicos, baptistas, presbiterianos, luteranos e todos os outros "...anos" e por aí adiante. Faz-me um pouco de confusão que pessoas intelectualmente esclarecidas não percebam isto. Pegar em expressões "folclóricas" ou menos ortodoxas de igreja e fazer disso norma não me parece honesto. E o mais curioso é que muitos dos que criticam a emergência são eles mesmos emergentes. O regresso às expressões tradicionais cristãs, é um exemplo disso.
Deixem-me situar-vos no nível de "ridicularidade" que já se atingiu, presentemente, em Portugal. Há algum tempo atrás um pastor baptista do alto da sua ignorância, certamente, definiu-me como o "Líder máximo da Igreja Emergente em Portugal". Se este senhor se documentasse um pouco mais sobre o assunto rapidamente chegaria à conclusão que na "igreja emergente" não existem lideres, porque ela simplesmente não existe. Como se pode liderar o vazio? Para o provar peço que me respondam, se sabem, às seguintes questões: Quem me elegeu? Onde? Quando? Estou registado na Aliança Evangélica? Ou na Convenção Portuguesa das Igrejas Emergentes? E nível internacional? Será na "World Alliance of Emergent Churches"? Isto é patético, no mínimo. As pessoas falam do que não sabem, porque não sabem o que falar. Melhor seria que estivessem caladas.
Sou líder, isso sim, da Igreja Baptista do Vale da Amoreira, na Moita. Se esta igreja é a Igreja Emergente Portuguesa, então eu devo ser um dos líderes máximos. Só lamento que não tenhamos sido informados disso.
Sinceramente, não percebo a preocupação dos supostos guardiões da fé que se têm levantado. Se as suas igrejas e as suas doutrinas são expressões coerentes e sãs do Corpo de Cristo, então nada têm a recear. A inquietação com a "Igreja Emergente" diz mais sobre eles próprios do que diz da suposta. Cuide cada um da sua vida, das suas congregações e dos seus ministérios e deixem que Deus faça o julgamento.
Termino com o conselho "bíblico" de Gamaliel em Actos, capítulo 5*.
"Israelitas, atentai bem no ides fazer a estes homens[...]dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus."
*referindo-se aos apóstolos de Jesus, à data um bando de pescadores labregos que afirmava a pés juntos, ser Jesus de Nazaré, um rabi marginal, o Messias tão aguardado pelos judeus.
sábado, 17 de novembro de 2007
Um post de filosofia barata do qual me irei arrepender, tal como de quase todos os outros que escrevo
Apesar de vivermos numa época em que já nada surpreende, o ser humano continua a ter medo do desconhecido, do que não pode controlar. Nem mesmo a apurada capacidade lógica e racional, produto de trezentos anos de "iluminismo", consegue garantir ao homem a tão almejada segurança. O homem não é, nem nunca será, a medida de todas as coisas. Haverá sempre algo na existência humana que escapa à lógica, ao controle, à sistematização normativa dos pensamentos e das acções. Miseráveis criaturas seremos se pensarmos que podemos espalhar a nossa existência por gavetas metodicamente dividas e devidamente arrumadas. Da experiência real da existência aprendemos - creio eu - que é na perplexidade perante o desconhecido que nos encontramos como seres humanos.
Apesar de vivermos numa época em que já nada surpreende, o ser humano continua a ter medo do desconhecido, do que não pode controlar. Nem mesmo a apurada capacidade lógica e racional, produto de trezentos anos de "iluminismo", consegue garantir ao homem a tão almejada segurança. O homem não é, nem nunca será, a medida de todas as coisas. Haverá sempre algo na existência humana que escapa à lógica, ao controle, à sistematização normativa dos pensamentos e das acções. Miseráveis criaturas seremos se pensarmos que podemos espalhar a nossa existência por gavetas metodicamente dividas e devidamente arrumadas. Da experiência real da existência aprendemos - creio eu - que é na perplexidade perante o desconhecido que nos encontramos como seres humanos.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Último Outono alentejano?
Não há nada pior do que estar fechado em casa em longos fins de tarde escuros e invernais. Por isso, tenho aproveitado o verão tardio para visitas constantes ao parque de VN com a minha filha. Simultaneamente, enquanto a embalo no baloiço vou-me despedindo, à socapa, dos cenários que fizeram parte do meu imaginário nos últimos 6 anos. O próximo Outono já não será rodeado do ambiente bucólico que predomina no Alentejo. A grande urbe aguarda-nos.
Não há nada pior do que estar fechado em casa em longos fins de tarde escuros e invernais. Por isso, tenho aproveitado o verão tardio para visitas constantes ao parque de VN com a minha filha. Simultaneamente, enquanto a embalo no baloiço vou-me despedindo, à socapa, dos cenários que fizeram parte do meu imaginário nos últimos 6 anos. O próximo Outono já não será rodeado do ambiente bucólico que predomina no Alentejo. A grande urbe aguarda-nos.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
A resposta
ao desafio da quinta frase, da página 161 do livro que tenho mais à mão, colocada pelo Voz do Deserto.
Do livro, "O Jesus que eu nunca conheci" de Philip Yancey a frase é: "É isso que um fariseu faz".
Será? Passo o desafio à Quezia, ao Símplice, ao Revolução, ao Blogue 101 e ao Amante da Alcatra.
ao desafio da quinta frase, da página 161 do livro que tenho mais à mão, colocada pelo Voz do Deserto.
Do livro, "O Jesus que eu nunca conheci" de Philip Yancey a frase é: "É isso que um fariseu faz".
Será? Passo o desafio à Quezia, ao Símplice, ao Revolução, ao Blogue 101 e ao Amante da Alcatra.
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