Para discutir em 2008
Acredito verdadeiramente que a "Igreja" em Portugal e no Mundo Ocidental está e irá passar ainda por um longo período de transformação. Os factores são diversos e, de certa forma, do conhecimento geral. Acredito também que é facto aceite que a "Igreja" tem tido dificuldade em fazer discípulos de forma consistente, quer sejam conservadores, pentecostais ou carismáticos. Gostaria de colocar aqui a minha visão pessoal do momento que vivemos e da transformação que, repito, vejo ser necessária na "Igreja" e que deve ter como objectivo a formação consistente de discípulos de Cristo. Curiosamente, para espelhar a minha posição escolhi um texto escrito muito antes do momento que vivemos (1982) mas que resume, de forma brilhante, aquilo que devia ser o nosso foco e atenção no presente.
«Every community that wants to last beyond a single generation must concern itself with education. Education has to do with the maintenance of a community through the generations. This maintenance must assure enough continuity of vision, value, and perception so that the community sustains its self identity. At the same time, such maintenance must assure enough freedom and novelty so that the community can survive in and be pertinent to new circumstances. Thus, education must attend both to processes of continuity and discontinuity in order to avoid fossilizing into irrelevance on the one hand, and relativizing into disappearance on the other hand.»
Walter Brueggemann, in "The Creative Word, Canon as a Model for Biblical Education".
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Bacalhau à parte
Apetecia-me malhar no Natal. Apetecia-me colocar o dedo na ferida e criticar o vazio de significado dos "clichés" da época começando nos "sms" circunstanciais e acabando na loucura dos hipermercados em véspera de consoada. Mas, olhei à minha volta e dei-me conta que sou um insatisfeito num mar de contentes. Assim, consola-me o facto de que nesta época os cínicos e os hipócritas são apenas dissimulados, os patifes apenas calhordas e sacanas e os hereges apenas blasfemos. É tudo uma questão de boa-vontade e o mundo fica um pouco mais feliz.
Apetecia-me malhar no Natal. Apetecia-me colocar o dedo na ferida e criticar o vazio de significado dos "clichés" da época começando nos "sms" circunstanciais e acabando na loucura dos hipermercados em véspera de consoada. Mas, olhei à minha volta e dei-me conta que sou um insatisfeito num mar de contentes. Assim, consola-me o facto de que nesta época os cínicos e os hipócritas são apenas dissimulados, os patifes apenas calhordas e sacanas e os hereges apenas blasfemos. É tudo uma questão de boa-vontade e o mundo fica um pouco mais feliz.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Wannabe Sandokan

Se um dia os extremistas islâmicos tomam conta disto estou safo!
Barba dedicada ao Tiago.

Se um dia os extremistas islâmicos tomam conta disto estou safo!
Barba dedicada ao Tiago.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Das aulas de Hebraico
A meio do teste de final de período o professor entrega-nos uma folha do departamento de ensino com a seguinte mensagem: "Pausa de Inverno de 19 de Dezembro a 03 da Janeiro, devido aos feriados de Inverno [...] Boas Férias"
Os eufemismos ficam sempre bem. Até porque está muito frio e sabe mesmo a inverno.
A meio do teste de final de período o professor entrega-nos uma folha do departamento de ensino com a seguinte mensagem: "Pausa de Inverno de 19 de Dezembro a 03 da Janeiro, devido aos feriados de Inverno [...] Boas Férias"
Os eufemismos ficam sempre bem. Até porque está muito frio e sabe mesmo a inverno.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
A diferença entre Kaká e Cristiano Ronaldo.
Na Gala da FIFA, Cristiano Ronaldo não conseguiu disfarçar a inveja que lhe ia na alma ao ver Kaká receber o prémio de melhor jogador. Com toda a certeza, Cristiano sentia-se injustiçado por não ter sido reconhecido o seu direito a tal título. As fintas mágicas, os golos do outro mundo, a bajulação dos portugueses, assim como o seu esforço pessoal para atingir o zénite vindo de uma família pobre da Madeira, não foram suficientes para convencer os treinadores e capitães de todas as selecções do mundo. Já Kaká, humildemente, atribuiu a Deus o "acrescento" que lhe foi dado em relação aos seus próprios méritos que, segundo ele, eram apenas jogar pelo São Paulo e uma vez pela selecção canarinha. O momento vivido hoje, era como um "um sonho".
Parece que entre génios futebolísticos de igual valor (na minha opinião) a diferença faz-se pelos valores em que se aposta como ser humano, ou seja, o elemento "vida fora do campo". Aí, enquanto Kaká opta pela descrição e por valores assumidamente cristãos que pautam a sua conduta irrepreensível, Cristiano aposta num estilo de vida fútil, ostensivo e libertino. Não devia ficar admirado!
Na Gala da FIFA, Cristiano Ronaldo não conseguiu disfarçar a inveja que lhe ia na alma ao ver Kaká receber o prémio de melhor jogador. Com toda a certeza, Cristiano sentia-se injustiçado por não ter sido reconhecido o seu direito a tal título. As fintas mágicas, os golos do outro mundo, a bajulação dos portugueses, assim como o seu esforço pessoal para atingir o zénite vindo de uma família pobre da Madeira, não foram suficientes para convencer os treinadores e capitães de todas as selecções do mundo. Já Kaká, humildemente, atribuiu a Deus o "acrescento" que lhe foi dado em relação aos seus próprios méritos que, segundo ele, eram apenas jogar pelo São Paulo e uma vez pela selecção canarinha. O momento vivido hoje, era como um "um sonho".
Parece que entre génios futebolísticos de igual valor (na minha opinião) a diferença faz-se pelos valores em que se aposta como ser humano, ou seja, o elemento "vida fora do campo". Aí, enquanto Kaká opta pela descrição e por valores assumidamente cristãos que pautam a sua conduta irrepreensível, Cristiano aposta num estilo de vida fútil, ostensivo e libertino. Não devia ficar admirado!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
A Queixa
A minha filha queixou-se hoje a uma das educadoras. Segundo o relato, a mãe bateu-lhe injustamente. O que não passou de um simples "J., deixa a mamã vestir-te o casaco" em tom de impaciência passou, na voz da minha filha, a um acto de agressão injusto. "Eu não fiz nada!", retorquiu rapidamente a minha filha à educadora. E assim a dúvida prolongou-se até à hora em que a fui buscar.
A queixa tem a vantagem da modelagem, ou seja, fazer com que um dado acontecimento se torne numa ocasião para a prática da justiça própria. Como é feita a terceiros e fora do ambiente original dos acontecimentos, os segundos estão reféns do papel que os primeiros lhes querem reservar, que é, normalmente, o do vilão. A queixa, como acto criativo, não tem limites. A mentira, como acto auto-justificativo, também não. É por isso que as duas andam, regra geral, lado a lado.
A minha filha queixou-se hoje a uma das educadoras. Segundo o relato, a mãe bateu-lhe injustamente. O que não passou de um simples "J., deixa a mamã vestir-te o casaco" em tom de impaciência passou, na voz da minha filha, a um acto de agressão injusto. "Eu não fiz nada!", retorquiu rapidamente a minha filha à educadora. E assim a dúvida prolongou-se até à hora em que a fui buscar.
A queixa tem a vantagem da modelagem, ou seja, fazer com que um dado acontecimento se torne numa ocasião para a prática da justiça própria. Como é feita a terceiros e fora do ambiente original dos acontecimentos, os segundos estão reféns do papel que os primeiros lhes querem reservar, que é, normalmente, o do vilão. A queixa, como acto criativo, não tem limites. A mentira, como acto auto-justificativo, também não. É por isso que as duas andam, regra geral, lado a lado.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)

