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terça-feira, 31 de março de 2009

Espalhando a Palavra

Joana: Papá, sabes uma coisa?
Eu: O que é filha?
Joana (com um ar de desapontamento): A Nádia Costa não consegue dizer «akol beseder»!

akol beseder - expressão hebraica que siginifica: tudo certo, (tudo fixe).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sobre os “méritos” de Darwin

Um dia tu serás o velho!

“Deixe-me relatar-lhe um incidente a respeito do Rabino Yaacok Kaminetzki, zt’’l. Já nos seus oitenta ou noventa anos, à época do incidente, certa vez viajava de avião com o seu filho e aconteceu ter-se sentado ao lado de um senhor de idade, israelita, um dos sionistas originais. Eles conversaram por um longo tempo. Então, o homem comentou com o Rabino Kaminetzki como estava impressionado pelo facto de que o filho do Rabino, que cuidava de todas as necessidades do pai durante a conversa, fosse tão devoto e leal a ele e a seus caminhos.”
“Num tom de resignação, o idoso israelita disse ao Rabino: ‘Tivemos sucesso ao trazer o progresso para o povo judeu. Entretanto, admito que falhámos miseravelmente em outra área: em estabelecer respeito pelos mais velhos. Pelo contrário, o oposto é que ocorreu. Os mais velhos são forçados a respeitar os jovens’. Depois, ele acrescentou: ‘Não sei por que falhámos nesta área’.
“ ’Se o senhor me permite sugerir uma resposta’, disse o Rabino Kaminetzki, ‘Penso que pode ter a ver com o facto de que ensinámos a Torá aos nossos filhos e a Torá ensina-nos que o ser humano é uma criação de D’us. Consequentemente, é o mais velho, o mais próximo cronologicamente do primeiro ser humano, a criação do próprio D’us. E, por sua vez, a pessoa mais jovem olha com respeito para a pessoa mais velha. Entretanto, vocês ensinaram aos vossos filhos que o homem descende de animais. Portanto, quanto mais velho o homem, mais ele se parece com um macaco. Quanto mais jovem, mais avançado ele é’. “


In, “Os dias estão chegando”, Rabi Ezriel Tauber.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Judaísmos

Tenho sido questionado por diversas vezes sobre as razões do meu filo-semitismo. Não me ocorrem muitas mais para além do facto de eu ser um seguidor de Jesus Cristo, ele mesmo um judeu (de linhagem real). O mais curioso é que muitos dos que me colocam a questão não associam as duas coisas, como se elas fossem irrelevantes. Por muito que nos esforcemos, o Cristianismo não é uma "religião" europeia, construída sobre pressupostos filosóficos, éticos e espirituais da civilização greco-romana. Ele é puramente oriental e assim o devíamos entender. Em todas as suas implicações.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Do meu filo-semitismo

Em conversa com uma colega do curso (Hebraico) que é, simultaneamente, uma das responsáveis na Comunidade Israelita de Lisboa, sou informado que, após a invasão do cemitério judaico, a comunidade tem recebido ameaças graves à integridade dos membros por parte de xenófobos.
Não deixa de ser curioso que o simples facto de entrar, semanalmente, na Sinagoga me identifique com o judaísmo e me inclua no lote dos perseguidos. Não escondo a ponta de adrenalina sempre que penso que posso ir pelos ares a cada terça -feira. Como cristão, e perdoem-me o paralelismo grosseiro, lamento o facto de a minha "religião" não ter nada por que valha a pena ser perseguida.
Não há nada mais triste do que uma fé inócua.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Jesus, ele mesmo é a Raiz de David.

Está na moda o fascínio com o catolicismo. Pessoalmente, não encontro nada de fascinante em tal confissão. Agora, se me falarem no Judaísmo já penso de maneira diferente. Aí, sim, encontramos motivos de inveja. Dedicação exclusiva às Escrituras, povo de pactos com Deus, profundidade no entendimento de quem Deus é e da adoração que lhe é devida, entre outros. Digo, sem pejo, que sou um judeu "wannabe". Melhor, um "judeu messiânico wannabe". Nada como aliar a espiritualidade judaica à pessoa do Espírito Santo. A espiritualidade greco-romana que herdámos neste lado do globo fica muito aquém daquela do «Yeshua Min Nazereth». Daí que a partir de hoje fica o meu "statement" devidamente registado neste blog.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Quando for grande quero ser Judeu

Algures entre os meus antepassados Oliveira, Cavaca, Cabrita, Jesus ou Rodrigues, há de haver sangue judeu. Sempre o suspeitei e o longo nariz do meu pai ajuda à suposição. Não escondo a preferência aberta pela causa semita, ou não se desse o caso de conhecer o pai Abraão desde os tempos da menince. Por estranho que possa parecer, a história de Israel é-me mais familiar que a de Portugal e ter no sangue os genes de Abraão seria como a cereja no cimo do bolo da minha identidade cristã. Não que estes lhe acrescentem um côvado, é certo, mas que sabia bem, isso sabia.

terça-feira, 18 de novembro de 2003

Cativeiro

A tonelada de lenha que tive de acartar ontem para dentro do meu quintal, trouxe-me à memória os lamentos do Povo Israelita na Escravidão do Egipto.