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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Último Outono alentejano?

Não há nada pior do que estar fechado em casa em longos fins de tarde escuros e invernais. Por isso, tenho aproveitado o verão tardio para visitas constantes ao parque de VN com a minha filha. Simultaneamente, enquanto a embalo no baloiço vou-me despedindo, à socapa, dos cenários que fizeram parte do meu imaginário nos últimos 6 anos. O próximo Outono já não será rodeado do ambiente bucólico que predomina no Alentejo. A grande urbe aguarda-nos.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Estação de Sete Rios, 18h46m

Gente que corre apressada para o comboio suburbano, com olhares distantes e rostos exaustos. Na plataforma o frenesim é constante. Todos querem voltar para casa depressa, quem sabe à espera de recuperar em alguns minutos o que se perdeu durante o dia. Aprecio estes movimentos com uma calma invulgar, quase como se eu não fizesse parte desse filme. Como é que cheguei ao ponto de notar que em Lisboa a vida é mais curta? Percebo friamente que a minha matriz suburbana se vai dissipando. No Intercidades, sobre a Ponte 25 de Abril e com a cidade iluminada aos meus pés, despeço-me de um mundo que já não é meu porque já o vejo assim, de fora.

terça-feira, 25 de abril de 2006

Nota explicativa

Sobre o abaixo editado: Não sou contra "O 25 de Abril", sou contra "esse" 25 de Abril.
Que se lixe o 25 de Abril ?



A autarquia aqui do burgo, como é hábito, investiu uma pipa de massa no fogo de artifício das comemorações do 25 de Abril. Bem, investe nisso e num mês inteiro de festa que inclui um sem número de actividades pseudo-culturais e sociais que mais não fazem do que sugar dinheiro do porta moedas comum e entreter os velhos que passam os dias sentados no jardim a jogar às cartas e a chorar as desgraças da vida. Confesso que fico incomodado com isto. Hoje em dia, as pessoas estão tão preocupadas em chegar ao fim do mês com qualquer coisa na dispensa que passam bem sem os 12 minutos que dura a brincadeira do fogo de artifício e a ilusão que ele pretende passar. Fico incomodado porque podiam muito bem usar essa verba para asfaltar a minha rua, por exemplo, pedido feito há mais de dois anos em abaixo assinado colectivo e ao qual, nem resposta deram. Que se lixe o 25 de Abril, se ele não representa a igualdade e o serviço público para todos, mesmo em forma de asfalto. Que se lixe o 25 de Abril se servir apenas para manter vivos os recalcamentos do passado. Olhando assim de lado, dá a impressão que o fogo de artifício é um belo espanta-espíritos antifascista. Muito gostam eles de pisar no vomitado. Já chega de choradinhos. Que se lixe o 25 de Abril se é apenas uma desculpa para comprar votos e manter calados os ignorantes. «Do something!!!» Asfaltem-me a rua! Enquanto isso não acontece, vão-se lixar...e não acordem a minha filha à meia noite com foguetes pagos com o dinheiro dos meus impostos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

17h45m

Guiam-se pela hora do ocaso. Chegam todas da mesma direcção em voos rasantes e, exibindo toda a envergadura de asas, dirigem-se para os seus ninhos. É um espectáculo breve mas sublime que a natureza me proporciona e o pelo qual sou agradecido. As Cegonhas são a minha ave preferida, de caras!

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Verão Alentejano I

Imagens soltas de Vendas Novas