Quinta-feira, Julho 24, 2008

Ainda sobre o deserto

Tanto os que passam pelo deserto como os que se ficam apenas pelos oásis exibem marcas dessas experiências. Ambas inconfundíveis e facilmente reconhecíveis.

Quarta-feira, Julho 23, 2008

Oásis sem deserto


A experiência do deserto é quase uma condição "sine qua non" para a esmagadora maioria dos personagens bíblicos, inclusivamente para o Senhor Jesus. O deserto, com toda a sua adversidade, parece forjar todas as características de um carácter moldado à imagem divina. Ora, se assim é, porque é tantos cristãos insistem em passar-lhe ao lado?

Sábado, Julho 19, 2008

Entendimento

" Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus".
Carta aos Romanos, capítulo 2, versos 10 e 11

O primeiro passo para o entendimento é reconhecer que não se entende. Não é de admirar que este seja um mundo de loucos.

Sexta-feira, Julho 11, 2008

Aprender a peregrinar

Estou de regresso a Vendas Novas. São os imperativos de um negócio mal-sucedido. Por entre largas dezenas caixas de Chiquita, Dole e Bonita, aprendo o que é viver apenas com o essencial para o dia-a-dia. Será isto a perfeita metáfora para "o pão nosso de cada dia dá-nos hoje", ou melhor dizendo, um curso prático de desprendimento do materialismo do Século XXI?
Se não é, anda lá perto.

Quinta-feira, Julho 10, 2008

UHU

Aprendi em pequeno que não se colam cacos de porcelana partida. Mas há porcelana e porcelana...

Sexta-feira, Julho 04, 2008

04 de Julho

Há precisamente um ano atrás, eu estava na Base das Lajes, Ilha Terceira, Açores, a comemorar o dia dos EUA no meio dos GI's e respectivas famílias. Fogo de Artifício, Grill, Banda Rock, tudo o que se possa imaginar numa festa tipicamente americana. Confesso que não é difícil ficar impressionado com o "american way of living". Parece tudo tão fácil, tão óbvio, tão à maneira deles. Porém, um contacto mais "real" mostra que o "show" tem as suas falhas, e que atrás da perfeição aparente que a tantos impressiona, se escondem os defeitos comuns a todas as outras culturas. Fugindo à clássica dicotomia do "love it or hate it", admitamos que a América tem virtudes e defeitos como todas as outras nações. Por enquanto o balanço é positivo, mas por quanto tempo mais?
Por tantas razões

É uma pena que na Noruega se fale norueguês...

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Parabéns, filha!

Quando, na Ecografia das 22 semanas, o médico me disse que ia ser uma menina fiquei lixado, literalmente! Queria, à boa maneira angolana, um filho varão. Ao completarem-se 3 anos da vida da Joana percebo que, nessa tarde, fui um perfeito idiota. Porquê? Porque o melhor dos filhos é serem os nossos filhos e não o sexo que Deus quis que eles tivessem. Uma vida é valorizada pelas suas qualidades únicas e não porque podemos vestir-lhe uma camisola do nosso clube. Aprendi essa lição com a minha filha que diariamente me enche as medidas e me deixa cheio de orgulho nela, apenas por ser quem é. De tal maneira que, à espera da segunda, a questão já nem sequer se colocou, apesar da "saloiice" das pessoas acharem que devíamos ter "um casalinho". As minhas filhas, no que me diz respeito, crescerão sendo meninas, seguras da sua identidade em Deus e do nosso amor por elas. Devo-lhes isso.

Domingo, Junho 29, 2008

Batota

Michel Platini, Presidente de UEFA, diz-se interessado em combater toda e qualquer forma de batota no futebol Europeu, isto a pretexto do caso FC Porto. O problema é que, na sua cruzada pela verdade desportiva, Platini, que pelos vistos sofre de problemas de memória, já não se recorda daquela final da Taça das Taças de 1984 em que o FCP foi batido por 2-1 pela Juventus, onde alinhava o Platini, à custa de um golo marcado pelo polaco Bonyek depois de atropelar um dos centrais da equipa azul e branca. O vídeo aqui. Aos nove anos de idade, e depois de muitas lágrimas vertidas nessa fatídica tarde de Maio, percebi que os mais fortes pouco se importam com a batota, desde que ganhem, não é Sr Platini? Vá enganar outro...

Quinta-feira, Junho 26, 2008

No Restaurante Indiano

Joana: Papá!!! (pausa...) Mamã!!! Aquele senhor (o empregado) é CASTANHO como o Papá!

Sexta-feira, Junho 20, 2008

EU AVISEI!



Pensaram que o meu "post" de "despedida" para o Scolari era um exercício de "portite aguda" mas não, era mesmo a minha análise desapaixonada da Selecção. Infelizmente, há dias em que ter razão não traz satisfação.

Quarta-feira, Junho 18, 2008

O problema do Foco

No templo da Sinagoga, escrito em letras garrafais, encontra-se a seguinte frase: "Reconhece diante de quem estás parado!" Os que ali entram são, desta forma, lembrados da sua posição relativamente a Deus, melhor dizendo, que a soberania de Deus é o valor a considerar primeiramente quando se procura "o Divino". De facto, não há nada como colocar as coisas em perspectiva logo à partida.
Na maioria das Igrejas Evangélicas, porém, a frase que mais se encontra é: "Deus é amor." Nada de errado, pelo contrário, a não ser pelo problema do foco. A centralização da figura de Deus no amor, sem considerar (frequentemente) a sua justiça, é forçosamente humanista e conduz a deturpações no entendimento e vivência de uma sã espiritualidade. As pessoas entram nas Igrejas dispostas a aceitar um salvador que, como dizem os ingleses, produza um "quick fix" nas suas vidas, mas dificilmente se prepararam para receber alguém que venha produzir alterações drásticas no seu viver. A Obediência "per se" não é um valor a considerar, pelo menos para a maioria. O Cristianismo é, muitas vezes, entrendido como uma religião de contra-partidas, estatuto, posição, protagonismo e etc. Por isso é que raramente é entendido como devia: Uma escolha por Deus sem esperar receber nada em troca.

Terça-feira, Junho 17, 2008

FEBRAS! FEBRAS! FEBRAS!

Há uns vinte anos atrás prometi a mesmo que não voltaria a comer sardinhas. Depois de comer, literalmente, sardinhas até rebentar, o cheiro e o sabor característico do "peixe-santo-popular" tornaram-se, a determinada altura, insuportáveis para mim. No sábado passado quebrei a minha promessa, muito por culpa da companhia de bons amigos e da inspiração vinda da marcha de Santos-o-Velho que passava naquela hora em frente ao restaurante onde jantava. Não me lembro quantas foram, umas 3 ou 4 apenas, acompanhadas de uma saladinha de pimentos, e batatas com pele. Para surpresa da minha mulher, espantada com o meu "comeback", tudo correu às mil maravilhas até ao pousar dos talheres. Assim do nada, e para desespero meu, voltaram a náusea horrível e a incontrolável vontade de chamar o gregório. Consegui resistir porque tinha duas boas razões: a) os meus amigos pagavam o jantar e ficava mal deitar tudo pela sanita abaixo e b) a minha filha, que costuma ser repreendida quando cospe a comida, estava mesmo ao meu lado. Definitivamente, há coisas que deixamos para trás na nossa vida e que não vale mesmo a pena voltar a sentir/experimentar/tocar/viver. Sejam elas sardinhas, posturas, pensamentos, hábitos, ou relacionamentos.
Não há nada como a "sensação de vómito" para termos a certeza que algo já não cabe dentro de nós. Tomara que esta sensação não aparecesse somente com as sardinhas. Estávamos garantidos! Sardinhas, essas, nem daqui a vinte anos...

Sexta-feira, Junho 13, 2008

O Porto, o Benfica e a Champions League

Independentemente do resultado final ditado pela UEFA, o Benfica sairá sempre deste processo como o queixinhas, o bufo, o menino que acusa os outros amigos de partirem o vidro da vizinha lá da praceta. A justiça com segundos interesses não tem nada de "glorioso", pelo contrário, demonstra fraqueza de carácter. Já o Porto, mais ano menos ano não lhe retirará o recorde de equipa com mais participações na CL nem tão pouco aquilo que todos sabemos ser evidente: no campo, onde interessa, é o melhor.

Quinta-feira, Junho 12, 2008

3 dias bastaram

Para ver as fragilidades constrangedoras do nosso país. A maquilhagem borrou-se e descobrimos que, por debaixo da ostentação bacoca, da sofreguidão pelos centros comerciais e telemóveis 3G, e das férias de luxo em pontes e feriados, continuamos o mesmo país semi-medieval de há cinquenta anos atrás: Falta de Civismo e Educação, Desperdício de Recursos humanos e naturais e um Estado inapto para governar segundo o melhor interesse da nação.

Venha de lá esse analgésico chamado Selecção.