Para alguns, um texto longo, tendencioso e que só "vê" um dos lados da questão. Para mim, esclarecedor. De qualquer forma, leiam.
Israel aos 61 anos
por Ehud Gol - Embaixador de Israel em Portugal
Israel celebra o seu 61.º aniversário. O nascimento do Estado de Israel em 1948, apenas três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, constituiu uma ocasião extraordinária, semelhante a um milagre. Uma pequena comunidade de 600 000 pessoas, rodeada de inimigos, enfrentou com suprema bravura os que tentaram destruí-la e ganharam a sua independência pagando o pesado preço da morte de 1% dos seus filhos. Muitos deles, rescaldo do Holocausto, haviam encontrado refúgio na terra dos seus antepassados.
O Estado de Israel não nos foi oferecido numa bandeja de prata. O retorno à terra, depois de dois mil anos de exílio e perseguição, foi manchado de sangue enquanto os nossos vizinhos, que não aceitavam a nossa existência, obrigaram-nos a guerras consecutivas. Porém, não tomámos a nossa existência como garantida. O nosso maior desafio, desde o início, foi a transformação da Mátria dos judeus de todos os cantos do mundo. Nesta tarefa fomos mais bem-sucedidos do que nenhum outro país. Fazendo perigar a sua própria vida, os judeus emigraram de países dispersos, em vagas de emigração de mais de uma centena de diásporas: refugiados descamisados vindos de Estados Árabes, logo nos primeiros anos da nossa existência; judeus perseguidos da Europa de Leste, nos anos 50; nos anos 70 e 90 da antiga URSS; nos anos 80, da Etiópia, numa extraordinária operação.
Conseguimos criar, com todas as diferenças de culturas, línguas e estilos de vida, um mosaico de gente orgulhosa e plena de amor incondicional ao seu país e nação. Juntos, conseguimos desenvolver um país cujo tamanho é um quinto de Portugal, metade do qual é um deserto, uma agricultura avançada graças aos kibbutzim que personificaram os mais elevados valores morais; medicina e ciência de ponta, cultura florescente, literatura, poesia, música; tudo isto num país que hoje tem sete milhões de pessoas, 20% das quais são cidadãos árabes.
Desde o primeiro dia que o Estado de Israel inscreveu na sua bandeira um verdadeiro anseio de paz com os seus vizinhos, o qual nos possibilite viver uma vida serena como os demais povos. O nosso sucesso, até agora, tem sido parcial. Há já trinta anos que temos paz com o Egipto, o maior e mais forte país do mundo árabe, o que corresponde a metade da vida de Israel. Há dezasseis anos atrás, assinámos um acordo com a OLP, o mais amargo dos nossos inimigos. Infelizmente, só uma parte dos palestinianos aceitam a nossa existência na região. Já há quinze anos que temos um acordo de paz com a Jordânia, útil para ambas as nações. Também com alguns países do Magreb, no golfo Pérsico, criámos diferentes níveis de normalização que acreditamos irão levar-nos a futuros acordos.
Falta-nos ainda percorrer um longo caminho de paz e tranquilidade, pois há factores que tentam destruir-nos. No século XX, o mundo democrático ocidental conseguiu derrotar as duas principais ameaças: Nazismo e comunismo totalitário. O mundo livre, de que Israel faz parte, enfrenta hoje outra ameaça existencial: o Islão radical que lidera o terrorismo internacional. Nós somos directamente ameaçados pelo Irão que apela à nossa destruição e tenta adquirir capacidade nuclear; e também pelas organizações terroristas do Hezbollah e Hamas.
Nem todos encaram o perigo como nós. A maioria na Europa prefere, tal como fez em 1938, enfiar a cabeça na areia. Chegou a hora da Europa abrir os olhos. A política de apaziguamento, levada a cabo por vários países europeus, como testemunhámos a semana passada em Durban II, não trará à Europa paz e tranquilidade. A política de alguns países, motivada pela ganância e não por valores morais, gera graves problemas e cria obstáculos na luta contra o terrorismo.
O Estado de Israel, ao celebrar o 61.º aniversário, prosseguirá a saga pela Paz com os seus vizinhos, mas não o fará numa posição de fraqueza. Pedimos aos nossos amigos europeus que nos ajudem a fortalecer o Processo de Paz no Médio Oriente, actuando com firmeza contra os elementos extremistas. Só desta forma, e não exercendo pressão sobre Israel, fortaleceremos os países árabes moderados, possibilitando-lhes estreitar os laços com Israel para benefício de todos
__________________________________________________________________________________________________________________
Proporcionalidade e direitos humanos
O drama que estamos a viver na faixa de Gaza – com uma população civil já por demais martirizada a ser vítima de uma violenta guerra – suscita naturalmente, em todos os que têm na defesa dos direitos humanos uma preocupação primeira, a maior das consternações.
É verdade que é o Hamas que, de forma repetida, tem mantido uma crescente faixa de Israel sob o contínuo bombardeamento de mísseis, para além de levar a cabo operações militares contra o exército israelita, como é também verdade que foi o Hamas que resolveu, de forma unilateral, romper a trégua que tinha sido estabelecida. Contudo, perante a desproporção de meios militares e de vítimas causadas pela guerra em ambos os lados, é natural que a generalidade da opinião pública europeia considere estarmos perante uma tremenda falta de proporcionalidade, tanto quanto aos meios como quanto aos efeitos.
Também eu considero que esta guerra não irá contribuir para derrotar o fanatismo religioso terrorista de que o Hamas é apenas uma expressão local mas, pelo contrário, tenderá a reforçar a ideologia do terrorismo suicida (que os seus ideólogos denominam de "martírio").
O problema, aqui como em várias outras circunstâncias, é o de saber quais são as alternativas, e elas não apareceram até hoje, nem da parte do mundo árabe, nem da parte da União Europeia ou dos EUA. A experiência da última década demonstrou até à saciedade que para as organizações satélites do Irão a única solução aceitável é o extermínio de Israel. Cada vez que Israel recuou e entregou territórios ou prisioneiros, o único efeito que obteve foi incentivar a pressão contra si, nunca houve qualquer esforço para chegar a qualquer consenso.
Portanto, se excluirmos mais recuos unilaterais, teríamos de ter políticas muito mais inteligentes, que passassem nomeadamente pela colaboração dos países vizinhos, da Autoridade Palestiniana e da comunidade internacional na construção de alternativas viáveis para a população de Gaza ao fanatismo do Hamas. O certo é que isso não aconteceu e, portanto, a situação que vivemos agora é o resultado dessa ausência de alternativas.
Posto isto, é absolutamente inaceitável que a opinião pública internacional esteja a tentar não ver aquilo que é cada vez mais óbvio: a lógica do Hamas é exactamente a de sacrificar os seus civis como capital político para denegrir Israel, e tem-no feito de forma cada vez mais explícita.
Quando um alto dirigente do Hamas foi morto por um míssil em sua casa, acompanhado das suas quatro mulheres e vários descendentes, dias depois de começado o conflito e quando Israel tinha feito saber que iria procurar eliminar todos os dirigentes do Hamas que pudesse, a reacção daquele movimento foi de elogio. Ou seja, em vez de lamentar que perante uma situação de elevadíssimo risco um dirigente do Hamas pusesse em tão grande perigo a sua família, considerou que se tratava de uma atitude exemplar.
O Hamas está de forma deliberada a utilizar escolas, mesquitas e hospitais como plataformas para a sua guerra, exactamente com o objectivo de transformar o massacre da sua população civil em armas contra os seus inimigos, materializando a ideologia do terrorismo suicida na sua fórmula mais abjecta.
Para Israel, como tem sido claro, o valor da vida dos seus cidadãos é absoluto e tem feito tudo o que lhe é possível – e no caso da troca de prisioneiros, do meu ponto de vista, mesmo aquilo que nunca deveria ter feito – para preservar essas vidas.
Exigir "reciprocidade" nestas circunstâncias não tem qualquer sentido. Como dizia Rafsanjani – um dos antecessores de Ahmadi-Nejad – se um dispositivo nuclear israelita liquidar quatro ou cinco milhões de iranianos ainda haverá muitas dezenas de milhões de iranianos sobreviventes, mas em sentido inverso, isso significará o fim de Israel.
É aliás a mesma ideia que outro dos dirigentes do fanatismo religioso, Osama Bin-Laden, já tinha tornado célebre: enquanto vocês amam a vida, nós amamos a morte, ou se quisermos, um aggiornamento da velha expressão fascista: Que viva la muerte!
A lógica última da "reciprocidade" é a de tornar eficaz a ideologia do terrorismo suicida e é por isso que não devemos cair na armadilha deste argumento.
Bruxelas, 2009-01-08
(Paulo Casaca)
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Sobre os “méritos” de Darwin
Um dia tu serás o velho!
“Deixe-me relatar-lhe um incidente a respeito do Rabino Yaacok Kaminetzki, zt’’l. Já nos seus oitenta ou noventa anos, à época do incidente, certa vez viajava de avião com o seu filho e aconteceu ter-se sentado ao lado de um senhor de idade, israelita, um dos sionistas originais. Eles conversaram por um longo tempo. Então, o homem comentou com o Rabino Kaminetzki como estava impressionado pelo facto de que o filho do Rabino, que cuidava de todas as necessidades do pai durante a conversa, fosse tão devoto e leal a ele e a seus caminhos.”
“Num tom de resignação, o idoso israelita disse ao Rabino: ‘Tivemos sucesso ao trazer o progresso para o povo judeu. Entretanto, admito que falhámos miseravelmente em outra área: em estabelecer respeito pelos mais velhos. Pelo contrário, o oposto é que ocorreu. Os mais velhos são forçados a respeitar os jovens’. Depois, ele acrescentou: ‘Não sei por que falhámos nesta área’.
“ ’Se o senhor me permite sugerir uma resposta’, disse o Rabino Kaminetzki, ‘Penso que pode ter a ver com o facto de que ensinámos a Torá aos nossos filhos e a Torá ensina-nos que o ser humano é uma criação de D’us. Consequentemente, é o mais velho, o mais próximo cronologicamente do primeiro ser humano, a criação do próprio D’us. E, por sua vez, a pessoa mais jovem olha com respeito para a pessoa mais velha. Entretanto, vocês ensinaram aos vossos filhos que o homem descende de animais. Portanto, quanto mais velho o homem, mais ele se parece com um macaco. Quanto mais jovem, mais avançado ele é’. “
In, “Os dias estão chegando”, Rabi Ezriel Tauber.
Um dia tu serás o velho!
“Deixe-me relatar-lhe um incidente a respeito do Rabino Yaacok Kaminetzki, zt’’l. Já nos seus oitenta ou noventa anos, à época do incidente, certa vez viajava de avião com o seu filho e aconteceu ter-se sentado ao lado de um senhor de idade, israelita, um dos sionistas originais. Eles conversaram por um longo tempo. Então, o homem comentou com o Rabino Kaminetzki como estava impressionado pelo facto de que o filho do Rabino, que cuidava de todas as necessidades do pai durante a conversa, fosse tão devoto e leal a ele e a seus caminhos.”
“Num tom de resignação, o idoso israelita disse ao Rabino: ‘Tivemos sucesso ao trazer o progresso para o povo judeu. Entretanto, admito que falhámos miseravelmente em outra área: em estabelecer respeito pelos mais velhos. Pelo contrário, o oposto é que ocorreu. Os mais velhos são forçados a respeitar os jovens’. Depois, ele acrescentou: ‘Não sei por que falhámos nesta área’.
“ ’Se o senhor me permite sugerir uma resposta’, disse o Rabino Kaminetzki, ‘Penso que pode ter a ver com o facto de que ensinámos a Torá aos nossos filhos e a Torá ensina-nos que o ser humano é uma criação de D’us. Consequentemente, é o mais velho, o mais próximo cronologicamente do primeiro ser humano, a criação do próprio D’us. E, por sua vez, a pessoa mais jovem olha com respeito para a pessoa mais velha. Entretanto, vocês ensinaram aos vossos filhos que o homem descende de animais. Portanto, quanto mais velho o homem, mais ele se parece com um macaco. Quanto mais jovem, mais avançado ele é’. “
In, “Os dias estão chegando”, Rabi Ezriel Tauber.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Povo de Deus?
Deixando elogios e críticas à parte, penso que niguém ficará indiferente ao forte carisma de Obama. Gostei, sobretudo, do ênfase colocado na recuperação dos valores dos "Founding Fathers". Contudo, Obama insistiu num erro teológico que se perpetua desde a fundação dos EUA. A América não é o povo de Deus, nem se pode arvorar a esse direito diante das outras nações, embora incorpore pessoas que pertencem ao "povo de Deus". Existe apenas uma nação validada nas Escrituras como "Povo de Deus". O que vai para além disso é pretensão humana.
Além de que o Velho Testamento mostra bem o que acontece aos que querem ostentar o título de "povo de Deus" mas cuja vivência diária se encontra afastada Dele. E o facto é que a América já teve melhores dias, em todos os sentidos.
Deixando elogios e críticas à parte, penso que niguém ficará indiferente ao forte carisma de Obama. Gostei, sobretudo, do ênfase colocado na recuperação dos valores dos "Founding Fathers". Contudo, Obama insistiu num erro teológico que se perpetua desde a fundação dos EUA. A América não é o povo de Deus, nem se pode arvorar a esse direito diante das outras nações, embora incorpore pessoas que pertencem ao "povo de Deus". Existe apenas uma nação validada nas Escrituras como "Povo de Deus". O que vai para além disso é pretensão humana.
Além de que o Velho Testamento mostra bem o que acontece aos que querem ostentar o título de "povo de Deus" mas cuja vivência diária se encontra afastada Dele. E o facto é que a América já teve melhores dias, em todos os sentidos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
De uma vez por todas
Espanta-me que a maioria dos portugueses, incluindo "cristãos" apoiem a Palestina. Abram a pestana, meus amigos, abram a pestana!!! Aqui.
Espanta-me que a maioria dos portugueses, incluindo "cristãos" apoiem a Palestina. Abram a pestana, meus amigos, abram a pestana!!! Aqui.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Acerca do último post
O meu post visa, apenas, levar-nos a pensar no absurdo que seria viver numa sociedade totalmente homossexualizada e tentar provar, resumidamente, a inviabilidade da mesma.
Parece-me óbvio que a comunidade gay e seus afiliados políticos (a esquerda) é que tem, insistentemente, procurado "invadir" e distorcer tudo aquilo que é norma estruturante das nossas sociedades. Afinal, quem é que está a forçar a barra? Teremos que aceitar nas calmas tudo o que nos querem impor sob a capa do politicamente correcto? Não creio.
Talvez o problema resida no facto de se estruturar os valores da vida a partir de impulsos guturais e não em verdades que trespassam os apetites individuais de cada um.
O meu post visa, apenas, levar-nos a pensar no absurdo que seria viver numa sociedade totalmente homossexualizada e tentar provar, resumidamente, a inviabilidade da mesma.
Parece-me óbvio que a comunidade gay e seus afiliados políticos (a esquerda) é que tem, insistentemente, procurado "invadir" e distorcer tudo aquilo que é norma estruturante das nossas sociedades. Afinal, quem é que está a forçar a barra? Teremos que aceitar nas calmas tudo o que nos querem impor sob a capa do politicamente correcto? Não creio.
Talvez o problema resida no facto de se estruturar os valores da vida a partir de impulsos guturais e não em verdades que trespassam os apetites individuais de cada um.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
A "normalidade" dos gays
Os homossexuais não se cansam de vincar o facto de que os seus relacionamentos são NORMAIS, como o de qualquer casal. A mim, não me parece que tal corresponda minimamente à verdade. Vejamos:
- Até os próprios já perceberam que, a partir dos seus relacionamentos, é 100% impossível gerar uma vida humana. Ora, uma relação estéril entre pessoas perfeitamente sãs do ponto de vista biológico não é normal.
- Se todos tivessemos a ideia de nos tornarmos homossexuais, daqui por, mais ou menos, 100 anos deixariam de existir seres humanos sobre a terra, o que prova que a opção por esse estilo de vida é tudo menos normal.
- Uma criança adoptada por um casal gay nunca saberá o que é a interação entre um homem e uma mulher enquanto géneros diferentes. Parece-me importante a afirmação da identidade e especificidades de homens e mulheres. Ou partimos do princípio "normal" de que as crianças criadas por gays também o serão? Que modelo (s) seguirão? Como aprenderão a ser homens no meio de mulheres e mulheres no meio de homens?
- A nivel sexual a normalidade é, por assim dizer, imaginativa. Os homens utilizam um orifício e um canal que foi "desenhado" para fazer expelir excrementos e não para o coito. Um relacionamento sexual com excrementos pelo meio e lubrificantes à base de petróleo como co-adjuvantes é, no mínimo, estranho. Por seu lado, as mulheres possuem um membro próprio para ser penetrado por outro membro compatível masculino, mas preferem usar todo um conjunto de objectos artificiais, qual deles o mais imaginativo. E reparem, nenhum casal gay consegue usar totalmente os seus orgãos sexuais numa interacção com o seu parceiro, por mais que tente.
- Quem é que suportaria um mundo onde TODOS os homens fossem gays e TODAS as mulheres fossem lésbicas? Avós, pais, irmãos, tios, primos, colegas de emprego, amigos, etc. Tudo gay. Nem os próprios, imagino. Não seria, de todo, um mundo normal.
Em suma, o relativismo moral da comunidade gay, tão propalado a plenos pulmões nestes últimos dias, só é possível porque existe uma norma, sim, uma norma de ética e de moral, que suporta os verdadeiros valores e que confere a verdadeira normalidade à sociedade.
P.S. Onde estão os cristãos no meio desta discussão?
Os homossexuais não se cansam de vincar o facto de que os seus relacionamentos são NORMAIS, como o de qualquer casal. A mim, não me parece que tal corresponda minimamente à verdade. Vejamos:
- Até os próprios já perceberam que, a partir dos seus relacionamentos, é 100% impossível gerar uma vida humana. Ora, uma relação estéril entre pessoas perfeitamente sãs do ponto de vista biológico não é normal.
- Se todos tivessemos a ideia de nos tornarmos homossexuais, daqui por, mais ou menos, 100 anos deixariam de existir seres humanos sobre a terra, o que prova que a opção por esse estilo de vida é tudo menos normal.
- Uma criança adoptada por um casal gay nunca saberá o que é a interação entre um homem e uma mulher enquanto géneros diferentes. Parece-me importante a afirmação da identidade e especificidades de homens e mulheres. Ou partimos do princípio "normal" de que as crianças criadas por gays também o serão? Que modelo (s) seguirão? Como aprenderão a ser homens no meio de mulheres e mulheres no meio de homens?
- A nivel sexual a normalidade é, por assim dizer, imaginativa. Os homens utilizam um orifício e um canal que foi "desenhado" para fazer expelir excrementos e não para o coito. Um relacionamento sexual com excrementos pelo meio e lubrificantes à base de petróleo como co-adjuvantes é, no mínimo, estranho. Por seu lado, as mulheres possuem um membro próprio para ser penetrado por outro membro compatível masculino, mas preferem usar todo um conjunto de objectos artificiais, qual deles o mais imaginativo. E reparem, nenhum casal gay consegue usar totalmente os seus orgãos sexuais numa interacção com o seu parceiro, por mais que tente.
- Quem é que suportaria um mundo onde TODOS os homens fossem gays e TODAS as mulheres fossem lésbicas? Avós, pais, irmãos, tios, primos, colegas de emprego, amigos, etc. Tudo gay. Nem os próprios, imagino. Não seria, de todo, um mundo normal.
Em suma, o relativismo moral da comunidade gay, tão propalado a plenos pulmões nestes últimos dias, só é possível porque existe uma norma, sim, uma norma de ética e de moral, que suporta os verdadeiros valores e que confere a verdadeira normalidade à sociedade.
P.S. Onde estão os cristãos no meio desta discussão?
sexta-feira, 4 de julho de 2008
04 de Julho
Há precisamente um ano atrás, eu estava na Base das Lajes, Ilha Terceira, Açores, a comemorar o dia dos EUA no meio dos GI's e respectivas famílias. Fogo de Artifício, Grill, Banda Rock, tudo o que se possa imaginar numa festa tipicamente americana. Confesso que não é difícil ficar impressionado com o "american way of living". Parece tudo tão fácil, tão óbvio, tão à maneira deles. Porém, um contacto mais "real" mostra que o "show" tem as suas falhas, e que atrás da perfeição aparente que a tantos impressiona, se escondem os defeitos comuns a todas as outras culturas. Fugindo à clássica dicotomia do "love it or hate it", admitamos que a América tem virtudes e defeitos como todas as outras nações. Por enquanto o balanço é positivo, mas por quanto tempo mais?
Há precisamente um ano atrás, eu estava na Base das Lajes, Ilha Terceira, Açores, a comemorar o dia dos EUA no meio dos GI's e respectivas famílias. Fogo de Artifício, Grill, Banda Rock, tudo o que se possa imaginar numa festa tipicamente americana. Confesso que não é difícil ficar impressionado com o "american way of living". Parece tudo tão fácil, tão óbvio, tão à maneira deles. Porém, um contacto mais "real" mostra que o "show" tem as suas falhas, e que atrás da perfeição aparente que a tantos impressiona, se escondem os defeitos comuns a todas as outras culturas. Fugindo à clássica dicotomia do "love it or hate it", admitamos que a América tem virtudes e defeitos como todas as outras nações. Por enquanto o balanço é positivo, mas por quanto tempo mais?
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Batota
Michel Platini, Presidente de UEFA, diz-se interessado em combater toda e qualquer forma de batota no futebol Europeu, isto a pretexto do caso FC Porto. O problema é que, na sua cruzada pela verdade desportiva, Platini, que pelos vistos sofre de problemas de memória, já não se recorda daquela final da Taça das Taças de 1984 em que o FCP foi batido por 2-1 pela Juventus, onde alinhava o Platini, à custa de um golo marcado pelo polaco Bonyek depois de atropelar um dos centrais da equipa azul e branca. O vídeo aqui. Aos nove anos de idade, e depois de muitas lágrimas vertidas nessa fatídica tarde de Maio, percebi que os mais fortes pouco se importam com a batota, desde que ganhem, não é Sr Platini? Vá enganar outro.
Michel Platini, Presidente de UEFA, diz-se interessado em combater toda e qualquer forma de batota no futebol Europeu, isto a pretexto do caso FC Porto. O problema é que, na sua cruzada pela verdade desportiva, Platini, que pelos vistos sofre de problemas de memória, já não se recorda daquela final da Taça das Taças de 1984 em que o FCP foi batido por 2-1 pela Juventus, onde alinhava o Platini, à custa de um golo marcado pelo polaco Bonyek depois de atropelar um dos centrais da equipa azul e branca. O vídeo aqui. Aos nove anos de idade, e depois de muitas lágrimas vertidas nessa fatídica tarde de Maio, percebi que os mais fortes pouco se importam com a batota, desde que ganhem, não é Sr Platini? Vá enganar outro.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O Porto, o Benfica e a Champions League
Independentemente do resultado final ditado pela UEFA, o Benfica sairá sempre deste processo como o queixinhas, o bufo, o menino que acusa os outros amigos de partirem o vidro da vizinha lá da praceta. A justiça com segundos interesses não tem nada de "glorioso", pelo contrário, demonstra fraqueza de carácter. Já o Porto, mais ano menos ano não lhe retirará o recorde de equipa com mais participações na CL nem tão pouco aquilo que todos sabemos ser evidente: no campo, onde interessa, é o melhor.
Independentemente do resultado final ditado pela UEFA, o Benfica sairá sempre deste processo como o queixinhas, o bufo, o menino que acusa os outros amigos de partirem o vidro da vizinha lá da praceta. A justiça com segundos interesses não tem nada de "glorioso", pelo contrário, demonstra fraqueza de carácter. Já o Porto, mais ano menos ano não lhe retirará o recorde de equipa com mais participações na CL nem tão pouco aquilo que todos sabemos ser evidente: no campo, onde interessa, é o melhor.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
3 dias bastaram
Para ver as fragilidades constrangedoras do nosso país. A maquilhagem borrou-se e descobrimos que, por debaixo da ostentação bacoca, da sofreguidão pelos centros comerciais e telemóveis 3G, e das férias de luxo em pontes e feriados, continuamos o mesmo país semi-medieval de há cinquenta anos atrás: Falta de Civismo e Educação, Desperdício de Recursos humanos e naturais e um Estado inapto para governar segundo o melhor interesse da nação.
Venha de lá esse analgésico chamado Selecção.
Para ver as fragilidades constrangedoras do nosso país. A maquilhagem borrou-se e descobrimos que, por debaixo da ostentação bacoca, da sofreguidão pelos centros comerciais e telemóveis 3G, e das férias de luxo em pontes e feriados, continuamos o mesmo país semi-medieval de há cinquenta anos atrás: Falta de Civismo e Educação, Desperdício de Recursos humanos e naturais e um Estado inapto para governar segundo o melhor interesse da nação.
Venha de lá esse analgésico chamado Selecção.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Olegário Mal-me-quer
Diz o ditado: "quem não chora não mama". Ontem, no Jamor, a sabedoria popular ficou bem demonstrada! O choradinho constante das hostes leolinas finalmente "payoff". Mas, depois do julgamento na praça pública a que assistimos na semana passada, alguma vez um árbitro teria coragem para expulsar um jogador do Sporting, mostrar-lhe um cartão vermelho, ou marcar um penalti a favor do Porto, sem que por isso ficasse associado ao "apito final"? Todos sabemos a resposta. A pressão que usa a vitimização é sempre eficaz, que o diga o Dias da Cunha.
O resultado desta Taça é como a pescada, antes de ser já o era. Comam-no com batatas cozidas e façam bom proveito. Eu nunca gostei de pescada.
Diz o ditado: "quem não chora não mama". Ontem, no Jamor, a sabedoria popular ficou bem demonstrada! O choradinho constante das hostes leolinas finalmente "payoff". Mas, depois do julgamento na praça pública a que assistimos na semana passada, alguma vez um árbitro teria coragem para expulsar um jogador do Sporting, mostrar-lhe um cartão vermelho, ou marcar um penalti a favor do Porto, sem que por isso ficasse associado ao "apito final"? Todos sabemos a resposta. A pressão que usa a vitimização é sempre eficaz, que o diga o Dias da Cunha.
O resultado desta Taça é como a pescada, antes de ser já o era. Comam-no com batatas cozidas e façam bom proveito. Eu nunca gostei de pescada.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A hipocrisia do Ocidente
Quando se atribui a uma determinada cidade a organização das Olimpíadas deve-se levar em conta se o País a que pertence essa cidade respeita os direitos humanos, os princípios democráticos e as liberdades e garantias dos cidadãos. Não só se honra os ideais dos Jogos como se evita muita paulada e muito discurso moralista incoerente.
Quando se atribui a uma determinada cidade a organização das Olimpíadas deve-se levar em conta se o País a que pertence essa cidade respeita os direitos humanos, os princípios democráticos e as liberdades e garantias dos cidadãos. Não só se honra os ideais dos Jogos como se evita muita paulada e muito discurso moralista incoerente.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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