Visitas surpresa
Por vezes, velhos fantasmas batem-me à porta.
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Ando às voltas
com o último CD da Sara Tavares, oferecido por mim mesmo à minha mulher. Explico: Eu não gostava nada de Sara Tavares. Nunca fui à bola com aquela pose de desgraçadinha que ela aplicava nos tempos do Chuva de Estrelas. Irritava-me solenemente a dependência "whitneyana" em jeitos e trejeitos.
Mas a vida tem destas coisas e agora é a vez da Sara se vingar de mim. "Balancê" é um trabalho magistral de fusão de estilos musicais e de intensidade espiritual, sim, espiritual. E, no fundo, a Sara Tavares acaba por me dar razão. Ela precisava de encontrar a sua música, a sua identidade, o seu balanço, libertando-se de modelos estereotipados que afogavam a sua própria criatividade. E não há nada mais poderoso do que isso, alguém que se encontra consigo mesmo e descobre o enorme potencial de vive latente dentro de si. Sente-se essa força em cada música escutada. A Sara Tavares é fixe e eu também quero ser fixe.
com o último CD da Sara Tavares, oferecido por mim mesmo à minha mulher. Explico: Eu não gostava nada de Sara Tavares. Nunca fui à bola com aquela pose de desgraçadinha que ela aplicava nos tempos do Chuva de Estrelas. Irritava-me solenemente a dependência "whitneyana" em jeitos e trejeitos.
Mas a vida tem destas coisas e agora é a vez da Sara se vingar de mim. "Balancê" é um trabalho magistral de fusão de estilos musicais e de intensidade espiritual, sim, espiritual. E, no fundo, a Sara Tavares acaba por me dar razão. Ela precisava de encontrar a sua música, a sua identidade, o seu balanço, libertando-se de modelos estereotipados que afogavam a sua própria criatividade. E não há nada mais poderoso do que isso, alguém que se encontra consigo mesmo e descobre o enorme potencial de vive latente dentro de si. Sente-se essa força em cada música escutada. A Sara Tavares é fixe e eu também quero ser fixe.
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Um post tardio sobre Ted Haggard
Tive a oportunidade de ler vários comentários sobre o escândalo adicto-sexual de Haggard que abalou a comunidade evangélica, sobretudo nos Estados Unidos. Penso que a reflexão principal não se deve centrar nos aspectos da vida privada deste pastor de uma igreja de 14 mil membros e, simultaneamente, líder da Associação Nacional de Evangélicos que congrega mais de 33 milhões de fiéis. De que nos adianta reconhecer que Ted é humano como todos nós? Que agora está quebrantado e vê as coisas com os olhos do pecador arrependido? Isso já todos sabemos. O mal já está feito, os efeitos colaterais impossíveis de suster e o seu ministério arruinado para sempre. O que me parece ser relevante discutir é a forma como se concebe e exerce liderança espiritual entre os evangélicos. E a verdade é que, quer seja nos EUA com grandes comunidades, quer seja em Portugal onde os evangélicos são uma pequena minoria, a tendência é para se exercer lideranças concêntricas, personalizadas e administrativamente hierarquizadas, onde o Pastor/líder está no topo e tem a última palavra em todos os assuntos. Este, por escolha própria ou por imposição, encontra-se assim só para decidir o rumo das comunidades, para fazer escolhas morais e éticas e principalmente, só no seu percurso espiritual pessoal, por achar que não pode mostrar "fragilidade" aos crentes, supostamente subalternos. Ora, sabendo nós que os pastores são feitos da mesma matéria que o mais comum dos mortais, não é de estranhar que estejam eles próprios sujeitos às mesmas pressões e tentações que os demais. A quem recorrem quando falham? A quem prestam contas? Quem os mentoreia?
A experiência do Novo Testamento mostra-nos exactamente o contrário. A liderança eclesiástica era exercida de forma colegial e complementar com base nos dons espirituais de apoio (Efésios 4), sem que daí resultasse qualquer perda de autoridade espiritual, que é a conta na igreja. Os líderes estavam sujeitos à autoridade e disciplina dos outros líderes e as suas práticas e convicções eram permanentemente expostas à luz do conselho da comunidade e das Escrituras. É bem possível que este exercício saudável tivesse impedido Haggard de entrar na avalanche imoral em que se meteu. A grande questão que Haggard nos coloca é: Que tipo de líderes temos, ou queremos ter, à frente das nossas comunidades?
Tive a oportunidade de ler vários comentários sobre o escândalo adicto-sexual de Haggard que abalou a comunidade evangélica, sobretudo nos Estados Unidos. Penso que a reflexão principal não se deve centrar nos aspectos da vida privada deste pastor de uma igreja de 14 mil membros e, simultaneamente, líder da Associação Nacional de Evangélicos que congrega mais de 33 milhões de fiéis. De que nos adianta reconhecer que Ted é humano como todos nós? Que agora está quebrantado e vê as coisas com os olhos do pecador arrependido? Isso já todos sabemos. O mal já está feito, os efeitos colaterais impossíveis de suster e o seu ministério arruinado para sempre. O que me parece ser relevante discutir é a forma como se concebe e exerce liderança espiritual entre os evangélicos. E a verdade é que, quer seja nos EUA com grandes comunidades, quer seja em Portugal onde os evangélicos são uma pequena minoria, a tendência é para se exercer lideranças concêntricas, personalizadas e administrativamente hierarquizadas, onde o Pastor/líder está no topo e tem a última palavra em todos os assuntos. Este, por escolha própria ou por imposição, encontra-se assim só para decidir o rumo das comunidades, para fazer escolhas morais e éticas e principalmente, só no seu percurso espiritual pessoal, por achar que não pode mostrar "fragilidade" aos crentes, supostamente subalternos. Ora, sabendo nós que os pastores são feitos da mesma matéria que o mais comum dos mortais, não é de estranhar que estejam eles próprios sujeitos às mesmas pressões e tentações que os demais. A quem recorrem quando falham? A quem prestam contas? Quem os mentoreia?
A experiência do Novo Testamento mostra-nos exactamente o contrário. A liderança eclesiástica era exercida de forma colegial e complementar com base nos dons espirituais de apoio (Efésios 4), sem que daí resultasse qualquer perda de autoridade espiritual, que é a conta na igreja. Os líderes estavam sujeitos à autoridade e disciplina dos outros líderes e as suas práticas e convicções eram permanentemente expostas à luz do conselho da comunidade e das Escrituras. É bem possível que este exercício saudável tivesse impedido Haggard de entrar na avalanche imoral em que se meteu. A grande questão que Haggard nos coloca é: Que tipo de líderes temos, ou queremos ter, à frente das nossas comunidades?
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
A Família Cavaco cresce a olhos vistos
Somos tios pela segunda vez. Muitos parabéns aos pais e sejas muito bem-vinda sobrinha!
Somos tios pela segunda vez. Muitos parabéns aos pais e sejas muito bem-vinda sobrinha!
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Da praxis cristã
Há por aí muita gente a especular sobre Teologia. É um exercício aliciante, reconheço, principalmente porque reforça muito o ego. E como nos sentimos bem nessa posição, a massajar a nossa própria coluna vertebral. O problema é que é que se trata de um movimento circular, logo, em grande parte redundante. Eu, pessoalmente, prefiro aqueles que vivem Teologia. Não há nada de especial, estridente ou academicamente elaborado nisso. Pelo contrário, o processo implica esvaziamento, humilhação e morte. É caminho recto, íngreme que aponta directamente aos pés da Cruz, que é o lugar onde precisamos, continuamente, estar.
Há por aí muita gente a especular sobre Teologia. É um exercício aliciante, reconheço, principalmente porque reforça muito o ego. E como nos sentimos bem nessa posição, a massajar a nossa própria coluna vertebral. O problema é que é que se trata de um movimento circular, logo, em grande parte redundante. Eu, pessoalmente, prefiro aqueles que vivem Teologia. Não há nada de especial, estridente ou academicamente elaborado nisso. Pelo contrário, o processo implica esvaziamento, humilhação e morte. É caminho recto, íngreme que aponta directamente aos pés da Cruz, que é o lugar onde precisamos, continuamente, estar.
terça-feira, 7 de novembro de 2006
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