terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A minha filha é uma "boca roxa"!


A notícia
Colocado por saracs


E Deus abençoou-nos segunda vez.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Ao grande Lucena, Visconde de Vila Real.

É muito bom quando podemos passar de amigos a irmãos. Ambos sabemos o que é preciso para que isso aconteça*.

*Provérbios 17:17

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Já farta!

Nestes últimos dias tomei conhecimento de atitudes altamente reprováveis (para não dizer pior) que afectam a vida de alguém que considero, por inúmeras razões, ser um homem de Deus e um bom líder espiritual. Não é caso isolado, infelizmente. Assistimos cada vez mais a este tipo de fenómeno. Gente ressentida, recalcada, mesquinha, que sente prazer na maldade e que não hesita em vir com tudo contra os seus líderes ignorando princípios básicos das Escrituras.
Estranha doença esta: cristãos que "matam" outros cristãos. Não significa isto a antítese de tudo o que deveríamos ser? Que prazer existirá em denegrir a vida de irmãos em Cristo com calúnias, ameaças, intimidações, mentiras declaradas e por aí em diante? Que esquizofrenia afecta este tipo de gente?

«Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós»
Mateus 5:11,12.

Respeito e admiro as pessoas que conseguem dar a volta por cima a "cenas" deste tipo. Revelam um carácter resistente a toda a prova. E o segredo está em saber reciclar o lixo, transformando sentimentos maus em motivação para continuar a perseguir o que é de boa fama e honrado perante Deus. Afinal, o que não nos mata só nos fará mais fortes. Não deixa de ser curioso que afirmações que visam a destruição de alguém sirvam para confirmar a essa mesma pessoa que ela está no caminho certo. Como a vida pode ser irónica.
Quanto aos parasitas que por aí andam, digo o mesmo que o diabo disse a Salazar quando este, depois de morto, bateu à porta do Inferno: «Peguem nuns quantos sacos de carvão, umas acendalhas, fósforos e uma pá e vão fazer o vosso inferno para outro lado!»
À procura da «Shekinah»

Eu diria que "ouvir a voz de Deus" é como ouvir um sussurro no meio dos gritos de uma multidão. Praticamente tudo nesta vida distrai o homem daquilo que é axiomático em relação a Deus. Ao longo dos anos acumulam-se barreiras que impedem o fluir do Espírito Santo (uns mais, outros menos). E quanta bazófia ainda subsiste no que diz respeito à apropriação do Espírito Santo. Contudo, acredito que o maior trabalho tem que ser realizado dentro da própria pessoa.
Na semana que passou uma coisa apenas ouvi de Deus e foi: "Presta-me atenção, ouve-me, fica comigo!" E eu que passo a semana à volta de pregações, estudos bíblicos, em reuniões de oração, etc, demorei um pouco a perceber a mensagem.
A banalidade da vivência da fé é o maior perigo que um cristão pode correr. Activismo nada tem a ver com profundidade relacional. E é disso que se trata, de ser-se profundo com Deus. Os judeus procuravam, e ainda procuram, a «shekinah» que, traduzido grosso modo, significa a «habitação de Deus em nós». A profundidade não consiste em saber, fazer ou dizer mais, mas em produzir uma vivência em que Deus tenha espaço para se deleitar em nós, para tomar as rédeas da nossa vida. João Baptista disse com propriedade: «É necessário que Ele cresça e eu diminua». Ámen a isso.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Dixit

Estes últimos dias têm-me feito pensar sobre a minha postura na blogosfera. Estou aqui desde praticamente o início. Devo-o à insistência do meu cunhado e ao aliciamento que a escrita criativa (com as devidas limitações) traz.
Não sou pessoa de discussões, mas já fui. Já tive o gosto de alimentar polémicas e trocas de argumentos com o intuito de provar algo, mas que no fundo mais não eram do que afirmações do meu ego. Por ter descoberto que isso me fazia mais mal que bem, optei por outra postura, que passa mais pela aprendizagem mútua, pelo diálogo franco e sincero, sem agendas paralelas. Isso tem trazido inúmeras vantagens para mim. Infelizmente, dei comigo a alimentar, novamente, um tipo de diálogo no qual já não me revejo. Não porque tenha medo de defender as minhas teses, mas pela natureza do mesmo e pela postura dos seus intervenientes. O meu blogue apresenta as minhas ideias mas é, sobretudo, uma partilha de bocados de mim, da minha vida. Logo, não tenho que justificar nem que provar nada. Sou o que sou, da forma que sou. Se alguém discorda das minhas ideias, da minha vida, é livre do o fazer, mas não me sinto na obrigação de as justificar. A discussão pela discussão faz-me sentir que devo satisfações, que existem regras retóricas a seguir e tal não é verídico. As verdades, nos dias que correm, provam-se pela sua vivência.
Há um princípio cristão que diz que seremos conhecidos e provados pelos frutos das nossas acções. Aí encontro descanso, até porque tenho aprendido a não perseguir os outros naquilo que fazem. Tenho-me disciplinado no exercício de não impor sobre os outros a minha visão das coisas. Se alguém pensa e age de forma A ou B então que pense e aja. A seu tempo se verá a validade das suas premissas.
Senti-me tentado, por várias vezes, a retirar os comentários para evitar a necessidade de resposta, mas não o fiz, nem o farei, porque não pode pagar o justo pelo injusto e o que lá fica escrito acaba por revelar o coração de cada um e as suas intenções. Também não farei deste blogue algo anónimo (se bem que as pessoas que o lêem podiam ser facilmente compactadas numa pequena lista de emails de convite). Nunca se sabe quando algum distraído cairá por aqui, e, por acaso, chegue a encontrar Cristo, ou, pelo menos, reflexos da Sua pessoa. É por essa razão que escrevo este post, para me preservar a mim e aos que me lêem da acidez das discussões vãs que não levam a lado nenhum e que pouco ou nada trazem de positivo ao Reino de Deus. A competição não é um fruto de Espírito.
Ainda assim, são todos bem-vindos a este espaço se, como dizia Zeca Afonso, vierem por bem. Aos outros, os que se incomodam com as minhas ideias, pergunto: Quem é o Mukankala? O que ele representa neste universo? Eu responderia: Pouco, muito pouco, não vale a pena o esforço.
Da encarnação do Evangelho



Amigos e familiares torcem o nariz quando dizemos que queremos ir morar para o Barreiro. E é precisamente por isso que queremos ir para lá.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Cuidado, chegou o KGB Cristão!

Não sabia que Jesus precisava de ser defendido. Será que Deus já perdeu a soberania sobre o Universo e a Sua Igreja?
Ontem fui a uma reunião da igreja Emergente

O grupo: cinco bonitas senhoras entre os 55 e os 75 anos. Local: A casa de uma delas. Juntá-mo-nos à volta da mesa para dissecar a pregação de domingo. Era uma narrativa, claro. Havia uma verdade profunda, como em todos os textos da Bíblia, mas esta aplicou-se de forma diferente a cada um de nós o que enriqueceu, e muito, a discussão. E eu, suposto moderador, aprendi mais do que ensinei. Afinal, quando se trata de partilhar a vida, a experiência é posto.
Continuámos a falar e, tendo sempre a Palavra como pano de fundo, crescia o ardor para alcançar os nossos familiares, para corrigir as injustiças sociais do nosso bairro, para implantar o Reino de Deus no nosso país. Estando à volta da mesa não faltou um chá quente e bolachas para aconchegar o estômago.
Ontem não foi domingo, não estive no templo, não cantei hinos e coros aprovados, não ouvi nenhuma pregação. Na banalidade de um lar anónimo Deus falou e eu cresci no meu amor e compromisso com Ele.
O resto é conversa.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Emergente não é detergente

A ideia de que as pessoas com "pensamento emergente" são totalmente adversas ao compromisso e à responsabilidade é errada. Se é certo que existem aqueles que gostam de "parasitar" o questionamento e vontade de mudar para darem largas à sua "libertinagem" cristã, a verdade é que no cerne da mensagem "emergente" vem o desejo de viver a vida cristã na sua totalidade. A "Igreja Emergente" não é um detergente que dissolve a mensagem do Evangelho, pelo contrário, torna-o mais forte, mais exigente, mais vivido. O Cristianismo "classe média" criado, precisamente, pela "Igreja Estabelecida" não tem futuro nas congregações que se querem moldar à imagem de Jesus Cristo.
Wolfgang Simson, que escreveu, entre outras obras, «Casas que transformam o mundo» deixa o repto:

"We need to remind ourselves that we live in a world that is used to a discount mentality: where can i get more goods for the cheapest price? in many ways, this thinking has found its entry into Christianity as well. We have had entire waves wash over us that suggested we can have church without fellowship, maturity without prayer, church growth without embracing human pain, discipleship without obedience, charismas without character, freedom without being a bond-slave of Christ, reaping without sowing, salvation without witnessing, revival without repentance, reformation without cost, apostolic ministry without suffering, prophetic ministry without rejection, healing without holiness, Christianity without the cross.
"

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Um texto perdido no meu Moleskine e relativamente fora de ordem

Ao fazer do homem um produto de uma conjunção natural de factores aleatórios, os Evolucionistas pretendem deixar o homem entregue a si mesmo.
Este, desprovido de uma entidade Criadora personalizada e possuidora do seu próprio conjunto de valores espirituais, éticos e sociais, pode explanar-se sem pesos de consciência no universo do relativismo, onde cada cada um faz o que mais lhe convém. Nada mais actual, convenhamos.
Bem vistas as coisas, é mais absurdo acreditar que a complexidade do Universo surgiu de um puro acaso do que da imaginação de um ser inteligente. Mas, porque o Criacionismo é um obstáculo ao "laissez-faire, laissez-passez", as mentes cartesianas hão-de sempre rejeitá-lo, ou não fosse o Homem a medida de todas as coisas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Bom Ano

Está finalmente a ser aplicada a lei do tabaco. Razões à parte, o civismo prevalece no que diz respeito aos fumos. E isso é bom para Portugal, um país tão pouco cívico. Começar o ano a pensar no interesse do "outro" é sempre um bom augúrio.