quarta-feira, 16 de maio de 2007

Mudar ou Morrer.

A discussão dos últimos dias tem-me feito pensar sobre os tempos que vivemos. E uma coisa é certa: Estes são tempos de transição, instabilidade, renovação, inovação e de pluralidade. Durante os últimos cinquenta anos a Igreja Evangélica (em geral) manteve-se praticamente estática nas matérias que constituem o seu cerne, ou seja, teologia, eclesiologia e, sobretudo, missiologia. Mas a verdade é que o mundo, nos últimos 20 anos, tem sofrido profundas mudanças filosóficas, sociológicas e também religiosas, mudanças essas que a Igreja tem sentido tremendas dificuldades em lidar. E daí a razão da minha argumentação nos posts anteriores. Como é que a Igreja vai responder? Ou não precisa de responder? Responderá permanecendo estática e rígida como tem feito até agora? Ou será que é necessária uma mudança urgente que nos permita ser relevantes no presente?
Eu acredito que é necessária alguma ousadia para mudar, mas também sabedoria. É fundamental guardar os fundamentos da nossa fé, as verdades bíblicas, a essência da Igreja e a natureza da nossa missão. Disso não prescindo. Por outro lado, acredito que as nossas estruturas, a forma como comunicamos os princípios para dentro e para fora e, principalmente, a nossa forma de ver e fazer missão têm que mudar, sob pena de nos tornarmos perfeitamente arcaicos para quem nos observa de fora e para as novas gerações que emergem nas nossas comunidades. Senão acreditam no que vos digo, olhem para o caso de Londres, onde neste momento já existem mais islâmicos que Cristãos e as Igrejas Protestantes estão a ser vendidas para servirem de mesquitas e cafés. É Mudar ou Morrer!

4 comentários:

Hadassah disse...

Na minha perspectiva existe um problema de transição...estamos numa fase em que a antiga geração de pastores se prepara para a reforma...com todas as consequências que o fim de "carreira" traz (menos vigor, menos interesse em desafios ambiciosos, maior "relax", etc.)...por outro lado, como ainda estão no activo, a nova geração não pode ser ainda muito interventiva.

Digo eu, não sei...

Filipe Spinner disse...

Tudo parece ter evoluído no entanto a igreja parou no tempo. Está o tópico de abertura para o dia 16 aqui na Maia?
Dá uma olhadela no ALI AO LADO.
Abração mano!

Avozinha disse...

E, no entanto, nos tempos mutáveis que vivemos, precisamos tanto de nos agarrar àquilo que não muda. Ou talvez Àquele que não muda.

Júnior disse...

Meu, é a mais pura realidade, porém alguns ou grande maioria fazem vista grossa sobre o assunto.
Postei um artigo que o Olgálvaro escreveu depois da uma lida!tá n o meu blog.
Grande abraço e forçai no espalhar a visão, tô contigo!